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Com 522 focos de incêndios, Corumbá registra mais da metade das queimadas no Pantanal

Leonardo Cabral em 04 de Agosto de 2022

Divulgação/Corpo de Bombeiros

A área queimada já ultrapassa os 140 mil hectares em todo o bioma Pantanal

Em pleno período de seca, Corumbá, que tem sua extensão territorial localizada na maior parte do Pantanal, contabiliza a maior parte dos focos de incêndios registrados em todo o bioma em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Nesses oito primeiros meses do ano, o Pantanal registrou um total de 822 focos de queimadas, 522 somente em Corumbá. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). À frente de Corumbá estão as cidades de Apuí, no Amazonas, com 635; Lagoa da Confusão, no Tocantins, com 569 e Formoso do Araguaia, com 545. 

Já a área queimada ultrapassa os 140 mil hectares. São 141.350, ou seja, 25% a mais que nos sete primeiros meses de 2021. Desse total, 137.225 hectares foram queimados em MS e 4.125 hectares no MT. Os dados são do Laboratório de aplicações de satélites ambientais - LASA/UFRJ

Foco no Amolar

O foco de incêndio que foi detectado pelo sistema de monitoramento, instalado em junho, na região da Serra do Amolar, identificou, no início desta semana o primeiro foco na área, considerada uma das mais preservadas do bioma. Porém, o fogo está sob controle, segundo informou ao Diário Corumbaense o presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), Ângelo Rabelo.

Rabelo disse que equipes dos bombeiros e brigadistas estão na região e uma base fixa será montada para abrigá-los.  “O foco detectado pelas câmeras está controlado, mas estamos em alerta. Com a chegada dos bombeiros à região, eles estão sediados em uma fazenda. Mas nas imagens desta quinta-feira (04), há uma densa camada de fumaça na área. Por conta da fumaça não conseguimos ainda saber se há fogo, por isso, em conversa com o comandante geral dos bombeiros, vamos manter esse efetivo, pois qualquer deslocamento de Corumbá até lá é em média de 08h a 09h de viagem de barco, sendo que precisamos de mais eficiência. Com essa larga distância, pode ser uma perda preciosa de tempo”, explicou o presidente do IHP se referindo ao fogo que pode se alastrar rapidamente.

Monitoramento no Amolar

A iniciativa Abrace o Pantanal trata-se de um dos maiores projetos mundiais de preservação ambiental por meio da detecção rápida e melhor combate a incêndios. A iniciativa reúne câmeras de monitoramento, inteligência artificial e brigadas de incêndio.

A ação foi articulada entre o IHP, umgrauemeio, Brigada Aliança e Polo Socioambiental Sesc Pantanal, com apoio financeiro da JBS. A iniciativa tem o objetivo de proteger 2,5 milhões de hectares de área do bioma por meio da detecção precoce de incêndio.

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