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Pecuarista morta em assalto foi interrogada em inquérito de atentado contra o ex-marido

Campo Grande News em 29 de Julho de 2022

Reprodução/Redes Sociais

Andreia Aquino Flores, que foi assassinada nesta quinta-feira

A pecuarista Andreia Aquino Flores, 38 anos, que foi morta durante assalto no fim da manhã desta quinta-feira (28), em Campo Grande, foi investigada em inquérito de atentado a tiros contra o ex-marido, um empresário de 48 anos. Ele foi vítima de tentativa de homicídio, na tarde do dia 18 de janeiro deste ano, em Ponta Porã – cidade a 313 km da Capital, na fronteira do Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Na época, câmera de segurança instalada em frente à loja de produtos veterinários, que pertence ao alvo do atentado, gravou o momento em que os tiros foram disparados por dois homens de moto. O empresário foi atingido de raspão no braço. Os tiros disparados pelo garupa da moto destruíram a porta de vidro da loja, localizada na rua Visconde de Taunay.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem relatou que conversava com a esposa – que não é Andreia – em frente à loja, por volta das 18h30. Os dois estavam sentados na calçada, quando o homem recebeu ligação e se levantou para atender. A mulher permaneceu sentada.

Segundos depois, os pistoleiros passaram em frente à loja e o garupa começou a atirar. O empresário e a esposa se esconderam atrás de um carro estacionado na calçada. A mulher não foi atingida. 

Andreia negou envolvimento no crime em interrogatório, mas a reportagem apurou que ela ainda figurava como suspeita no sistema de registros da Polícia Civil.

Outro caso

Em 2015, um homem identificado como Ricardo Carvalho Cristaldo, 39, foi morto no centro de Ponta Porã, enquanto estava em um carro registrado no nome de Andreia Aquino Flores.

De acordo com a polícia de Ponta Porã, o carro seguia pela Avenida Brasil, quando próximo ao Parque dos Ervais, a pelo menos 600 metros do quartel do Corpo de Bombeiros, os pistoleiros se aproximaram e dispararam vários tiros, possivelmente com uma pistola.

Latrocínio

Paulo Francis/Campo Grande News

Momento em que perícia chegou ao local do crime, no Chácara Cachoeira ontem

A polícia ainda investiga as circunstância em que Andreia foi morta nesta quinta-feira, mas a principal suspeita é de latrocínio, roubo seguido de morte.

Além de policiais do Batalhão de Choque e dos GOI (Grupo de Operações e Investigações) da Polícia Civil e DEH (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídios), os primeiros a chegar ao local, equipes da Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) e do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) também trabalham nas apurações.

Depois que os criminosos pegaram alguns pertences da vítima, uma das empregadas teria sido obrigada a tirar os assaltantes do local e levá-los até um ponto no Bairro Tiradentes, na mesma região, onde ela foi libertada.

A distância entre o mercado e o condomínio é de 2 minutos e a polícia busca imagens de câmeras de segurança desse trajeto.

A reportagem apurou também que a polícia levantou a hipótese de que as funcionárias tenham algum envolvimento no caso. Elas ainda serão interrogadas. 

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