PUBLICIDADE

ABPO e o Instituto do Homem Pantaneiro firmam parceria para reduzir perda de bezerros por predação de felinos

Da Redação com assessoria de imprensa em 27 de Julho de 2022

Divulgação

Objetivo é potencializar experiência desenvolvida pelo IHP, por meio do programa Felinos Pantaneiros

A Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO) firmou parceria e colaboração técnica, científica e operacional com o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP). A parceria foi formalizada neste mês, em Corumbá, e tem como principal objetivo potencializar a experiência desenvolvida pelo IHP, por meio do programa Felinos Pantaneiros, para a proteção dos felinos e para a preservação dos recursos naturais do Pantanal tendo a Pecuária Sustentável, que há mais de 300 anos protege o bioma, como aliada.

“Com essa parceria, esperamos minimizar a perda de bezerros por felinos, por meio de estratégias de manejo como a localização das maternidades em áreas com menor predisposição, o que ajuda no controle de predação de onças; as fazendas que fazem parte da associação também atuam na prevenção e combate de incêndios, que são muito suscetíveis nas épocas de seca”, ressalta Eduardo Cruzetta, presidente da ABPO.

Além da maternidade controlada por cercas elétricas, alarmes sonoros e luz repelente, a cooperação entre a ABPO e o IHP envolve o monitoramento dos animais silvestres, câmeras de monitoramento e o treinamento de brigadas de incêndio para atuarem de maneira coordenada no combate aos incêndios.

A atividade agrícola não é relevante no bioma pantaneiro e isso faz com que a região mantenha seu desenvolvimento econômico através da pecuária de corte, principal atividade econômica da região. Dessa forma, o método de pecuária produzido pela ABPO busca efetuar de forma social e ambientalmente responsável, um método menos invasivo que mantenha um equilíbrio com a natureza, equivalente a um sistema sustentável.

Divulgação

Cooperação entre a ABPO e o IHP envolve o monitoramento dos animais silvestres

“Queremos cada vez mais valorizar a carne pantaneira, porque ela está atrelada à proteção da biodiversidade e de inúmeros processos ecossistêmicos que beneficiam a sociedade. Nós queremos, também, desenvolver uma estratégia de marketing que valorize a carne, onde a biodiversidade se faz presente. O Pantanal merece essa deferência”, afirma o presidente do IHP, coronel Ângelo Rabelo.

Com isso, as associações esperam encontrar uma alternativa para a construção de um meio ambiente equilibrado através do controle de predação de onças, monitoramento de animais silvestres e a prevenção e combate aos incêndios. Ambas as partes estão concentradas em seguir com a proteção ecológica e práticas de conservação que caminhem simultaneamente com as transformações culturais e as aspirações econômicas, além de manter práticas de desenvolvimento sustentável na região do Pantanal.

PUBLICIDADE