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Projeto Abrace Pantanal busca proteger 2,5 milhões de hectares de áreas nativas do bioma

Da Redação em 07 de Junho de 2022

Divulgação/IHP

Ações preventivas e instalação das câmeras de monitoramento irão assegurar proteção principalmente da Serra do Amolar

Força-tarefa no Pantanal com o foco na redução do impacto dos incêndios florestais no bioma reúne empresas e organizações com diferentes especialidades e áreas de atuação. A ação, articulada entre umgrauemeio,  Brigada Aliança, Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e Polo Socioambiental Sesc Pantanal e com apoio financeiro da JBS, tem como objetivo proteger 2,5 milhões de hectares de área do bioma por meio da detecção precoce do incêndio, resposta rápida com a ação de brigadas florestais altamente equipadas e qualificadas e geração de dados analíticos, operacionais e de impacto na comunidade, com redução de CO2 estimada em 15 milhões de toneladas ao longo do projeto. 

A iniciativa, chamada Abrace o Pantanal, será lançada nesta quarta-feira (08), às 15h30, na sede do IHP (Ladeira José Bonifácio - Centro, Corumbá – MS), estrategicamente na pré-temporada de incêndios no Brasil e se apresenta como um dos maiores projetos do mundo de preservação ambiental por meio da detecção rápida e melhor combate à incêndios. 

Em 2020, foi inquietante ver 26% do Pantanal, uma das principais reservas mundiais da biosfera da UNESCO, ser consumida pelo fogo, comprometendo mais de 4 milhões de hectares, matando cerca de 17 milhões de vertebrados e emitindo milhões de toneladas de CO2 na atmosfera”, lembra o CIO (Chief Innovabilty Officer) e co-fundador da umgrauemeio, Osmar Bambini, ao descrever a primeira ação para desenhar o plano de resiliência e estratégia de monitoramento para o Pantanal, que reuniu um grupo formado por representantes do ministério público, cientistas e pesquisadores, organizações não governamentais e do setor privado com o objetivo comum de apoiar as instituições locais que historicamente combatem incêndios no bioma. 

União de forças é o que garante o abraço

A resposta rápida de atuação acontece por meio do entrosamento entre as diferentes expertises e tecnologias, como o sistema de detecção inovador da umgrauemeio e a capacidade de comunicação, mobilização e planejamento de combate ao fogo das três centrais de gestão independentes: Brigada Aliança, IHP e Polo Socioambiental Sesc Pantanal com o financiamento da JBS para custear a aquisição e a instalação dos equipamentos e o apoio às brigadas. 

A integração de informações como localização das brigadas, recursos e equipamentos disponíveis, horário de acionamento, tempo de locomoção até o local do foco de incêndio, tempo de combate e extinção do foco e o contato com os proprietários de terra no entorno permitem a rápida resposta ao fogo. Também estão previstas ações educativas de prevenção à incêndios junto das comunidades do entorno. 

O presidente do IHP,  Ângelo Rabelo, explica que, diante das particularidades da região - que conta com áreas de Serra que chegam a mais de 3 mil metros de altura -, existe um grande desafio, não só no combate mas especialmente no monitoramento das ações preventivas e na instalação das câmeras de monitoramento que irá assegurar a proteção dessas regiões, principalmente da Serra do Amolar, que, junto com Parque Nacional, compõe o sítio do Patrimônio Mundial Natural pela Unesco. “Na Serra do Amolar, já tínhamos a Brigada Alto Pantanal atuando desde 2020. Ela foi criada em meio aos incêndios que atingiram a região. Com esta iniciativa, vamos ter mais clareza na identificação dos focos, o que permitirá uma resposta ainda mais rápida dos nossos brigadistas. Com informações mais precisas, o trabalho da Brigada Alto Pantanal será ainda mais eficiente e conseguimos atingir nosso objetivo: preservar a fauna e a flora pantaneira”, afirma Rabelo. 

Para a instalação das câmaras na Serra do Amolar, o IHP conseguiu o apoio do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) para a instalação das torres que abrigam as câmeras. O órgão cedeu uma aeronave para transportar equipamentos. Foi feita uma verdadeira operação para garantir o transporte e a instalação. A aeronave cedida pelo ICMBio transportou 3 toneladas de equipamentos e 16 pessoas estavam envolvidas na instalação das câmeras. 

Prevenção 

O combate aos incêndios acontece na época da seca, mas ações de prevenção precisam acontecer antes, na época da chuva. Em 2021, a também parceira Brigada Aliança cadastrou e monitorou 150 propriedades nas regiões Sul e Norte do Pantanal e zona de transição. Foram mais de 330 mil hectares de fazendas cadastradas em uma área de atuação superior a 9 milhões de hectares nas cinco bases que mantém no Pantanal. Dos 104 incêndios combatidos pela Brigada Aliança na região em 2021, 60% houve o envolvimento direto dos produtores rurais e comunidade em geral.

Divulgação/IHP

Foi preciso apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para a instalação das torres que abrigam as câmeras

“Mais que uma equipe altamente especializada na ciência do fogo, o grande diferencial do trabalho no último ano foi a tecnologia social. Além de combater o fogo, um dos maiores desafios foi estabelecer parcerias e uma relação de confiança com os produtores rurais da região”, afirma Caroline Nóbrega, pesquisadora e gerente-geral da Aliança da Terra, entidade responsável pela organização e manutenção das brigadas.  Os produtores das fazendas cadastradas estavam em contato direto com a equipe da Brigada mais próxima.

Com o tempo, vizinhos e outras pessoas da comunidade também passaram acionar o serviço da Brigada. Criada em 2009, a Brigada Aliança tornou-se referência internacional no combate a incêndios florestais, tendo recebido apoio e treinamento da elite dos combatentes do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS). 

Nesta primeira fase, são mais de 2,5 milhões de hectares monitorados pela solução, começando pelo território da Serra do Amolar, região central do Pantanal sob governança do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que teve mais de 90% de sua rede de proteção afetada pelos mega incêndios de 2020. Para efeito de comparação, os 2,5 milhões de hectares de área monitorada quase equivale à extensão territorial da Bélgica. 

A detecção precoce de focos pelo software Pantera®, desenvolvido pela umgrauemeio, ocorre através de um algoritmo de inteligência artificial que, a partir do envio de imagens por câmeras de alta resolução instaladas no topo de torres de comunicação, identifica focos de incêndio de forma automática e notifica os operadores do sistema. 

Cada câmera tem a capacidade de detectar focos de incêndio em questão de segundos, com identificação do local exato do foco, acelerando os protocolos de identificação e combate. Há, ainda, a detecção back-up de pontos de calor por satélites, que podem complementar a proteção de áreas que sofram menor pressão humana, assim como índice de risco de incêndios, que juntos contemplam a solução completa Pantera®. 

Para uma segunda fase, a expectativa é triplicar o alcance do projeto e, portanto, da proteção do bioma. Toda infraestrutura da umgrauemeio para funcionamento das câmeras, rede de comunicação, energia, transmissão de dados com manutenção local e remota mantém o sistema operacional ativo 24 horas nos 7 dias da semana.  

“Esses recursos e as informações via satélite propiciam grandes ganhos para a detecção de focos de incêndio”, afirma Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da Friboi. “Ações como essa beneficiam toda a cadeia de valor da pecuária, já que os incêndios devastam o ecossistema, prejudicam seriamente as propriedades rurais e lançam à atmosfera gases poluidores que provocam o aquecimento global”, destaca executiva. 

O Abrace o Pantanal é parte de uma iniciativa ainda maior chamada Abrace a Floresta, que traz a visão holística de monitoramento e gestão do combate a incêndios em tempo real, além da proteção da biodiversidade por meio da plataforma integrada para gestão do combate a incêndios florestais Pantera®.

Atualmente, cerca de 20% das emissões mundiais são provenientes dos incêndios florestais e os esforços da umgrauemeio após o lançamento desta primeira fase estão em ampliar a área preservada no Pantanal e estender o projeto também a outros parques e reservas nacionais, como por exemplo a Chapada dos Veadeiros (Goiás) e Chapada dos Guimarães (MT), além de áreas da Amazônia.

As informações são da assessoria de comunicação do IHP. 

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