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Governo russo diz que a Ucrânia se recusou a negociar; ucranianos desmentem

G1 em 26 de Fevereiro de 2022

Sergei Supinsky/AFP

Militares da Ucrânia recolhem bombas não detonadas em Kiev, neste sábado

O governo russo afirmou neste sábado (26) que a Ucrânia se recusou a negociar com seus inimigos para tentar interromper as agressões. A Rússia invadiu a Ucrânia há três dias. 

Uma agência de notícias russa, a RIA, havia publicado na sexta-feira que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou a propor a Vladimir Putin uma negociação.


O presidente Vladimir Putin havia suspendido a ofensiva há um dia na expectativa de que os ucranianos fossem negociar, disse o governo russo por meio de seu porta-voz, Dmitriy Peskov. As tropas russas recomeçaram a avançar na Ucrânia neste sábado (26). 

 

Ucranianos desmentem

 

O assessor da presidência da Ucrânia disse que seu país não se recusou a negociar. Os ucranianos já haviam até preparado o que iriam exigir e o que iriam ceder, mas que a Rússia, inicialmente, impôs condições que inviabilizam o diálogo.

 

Ele afirmou que os ucranianos consideram essas ações uma tentativa de derrotar seu país e impor condições que ele considera inaceitáveis. Por fim, também disse que a Rússia não havia suspendido o movimento de suas tropas que invadiram a Ucrânia

A Ucrânia resiste a cerco de tropas russas e diz que mantém controle de Kiev. Há conflitos nas ruas de 3 grandes cidades. Ucrânia diz que já são quase 200 mortos e mais de mil feridos. Presidente recusou ajuda para fugir e disse que país não baixará armas. 


Trata-se do maior ataque militar de um país contra outro desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

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