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Cães farejadores revelam esconderijos inusitados para o transporte de drogas em MS

Rosana Nunes em 28 de Setembro de 2026

Divulgação

Cão indicou presença de droga em perna mecânica

O trabalho de cães farejadores tem sido fundamental na localização de drogas escondidas em locais inusitados durante fiscalizações das forças de segurança em Mato Grosso do Sul. Um dos exemplos mais recentes ocorreu durante a Operação Vastum, realizada nos dias 24 e 25 de setembro, em Terenos.

Com treinamento especializado para detectar o odor de entorpecentes, os animais conseguiram identificar possíveis pontos de ocultação, mesmo diante de estratégias usadas para dificultar a descoberta das cargas ilícitas.

Na operação, os cães Ice e Cléo, da Receita Federal, e Dallas, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), auxiliaram as equipes durante as abordagens. As indicações feitas pelos animais levaram os agentes a realizar inspeções mais detalhadas em veículos, objetos e pessoas.

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Droga encontrada em compartimento adaptado em veículo

Entre as estratégias utilizadas pelos autores estavam o uso de compartimentos adaptados, objetos confeccionados com silicone, fundo falso em ônibus, perna mecânica e o transporte de drogas no próprio organismo. Apesar das tentativas de ocultação, os cães conseguiram identificar diversos pontos onde havia entorpecentes.

Na operação 35 pessoas foram presas e houve a apreensão de aproximadamente 100 quilos de cloridrato de cocaína, 30 quilos de pasta base de cocaína e 60 quilos de skunk (droga mais potente que a maconha) e haxixe.

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Droga em perna mecânica e 28 pessoas presas após engolirem cápsulas de droga

Um dos principais resultados ocorreu durante a identificação de pessoas chamadas de "barrigueiras". Ao todo, 28 bolivianos foram flagradas transportando, após a ingestão, cerca de 28 quilos de pasta base de cocaína. Eles seguiam para São Paulo em três ônibus clandestinos.  

A atuação conjunta entre Receita Federal e PRF permitiu ampliar a eficiência das fiscalizações. Além de reforçar as abordagens realizadas pelos agentes, o trabalho dos cães foi fundamental para indicar possíveis esconderijos e revelar cargas que poderiam passar despercebidas em uma inspeção convencional.

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