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MP da Bolívia pede ajuda para localizar família de brasileiro morto a tiros em boate

Leonardo Cabral em 04 de Agosto de 2026

Reprodução/El Deber

Brasileiro estava na boate quando foi executado a tiros

O corpo do brasileiro Denis Ferreira de Oliveira Souza, de 36 anos, permanece no necrotério de Pampa de la Isla, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, aguardando a liberação e o reconhecimento por familiares. Ele foi morto a tiros dentro de uma casa noturna no domingo (2), a cerca de 650 quilômetros de Corumbá.

O Ministério Público boliviano fez um apelo à população e aos familiares para que compareçam ao local e providenciem a remoção do corpo. A promotora Rose María Barrientos, responsável pela investigação, afirmou que o caso continua sendo apurado, embora, até o momento, ninguém tenha procurado pelas autoridades.

O crime aconteceu em um estabelecimento localizado no sexto anel viário da Avenida Cristo Redentor. Conforme as informações divulgadas, um homem vestido de branco e usando máscara entrou no local e efetuou disparos à queima-roupa contra o brasileiro.

A autópsia confirmou que Denis foi atingido por sete disparos. Foram identificados cinco orifícios de entrada e saída de projéteis, além de duas balas que ficaram alojadas na região da cabeça.

As autoridades também apreenderam imagens de câmeras de segurança do estabelecimento e de empresas próximas. O material será analisado por peritos forenses na tentativa de identificar o autor dos disparos.

De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam, inicialmente, para a participação de apenas um atirador. No entanto, pela natureza do crime, os investigadores não descartam que a ação possa estar relacionada a uma organização criminosa.

As autoridades ainda levantam informações sobre a vítima e aguardam relatórios da Interpol para verificar se Denis possuía antecedentes criminais.

O caso é investigado como homicídio e tentativa de homicídio. Além do brasileiro, outras duas pessoas que estavam na casa noturna foram atingidas pelos disparos. As vítimas são bolivianas - um segurança e um cliente — e, segundo o Ministério Público, não correm risco de morte.

Com informações do jornal El Deber.

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