Campo Grande News em 14 de Julho de 2026
A prisão foi confirmada pelo advogado Matheus Morandi, responsável pela defesa do técnico. Segundo ele, a decretação da medida foi recebida com surpresa. A defesa afirmou que, embora respeite a decisão judicial, considera a prisão desnecessária e desproporcional e adotará as medidas cabíveis para tentar revertê-la.
Conforme apurado pela reportagem, equipes da Deam estiveram no Hospital Regional durante as diligências relacionadas ao caso, uma viatura da delegacia especializada foi vista na unidade hospitalar.
Ainda conforme apuração, o profissional havia sido afastado de suas funções no hospital. No entanto, até a manhã desta terça-feira (14), não havia publicação sobre o afastamento no Diário Oficial do Estado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a paciente está internada desde 15 de junho devido a complicações decorrentes da gravidez e do pós-parto. Ela deu à luz em 30 de junho e precisou ser encaminhada à UTI depois de sofrer uma hemorragia decorrente da cirurgia.
Conforme relato apresentado à polícia por um familiar, o suposto abuso teria ocorrido durante a madrugada de sexta-feira, no plantão noturno da UTI. Segundo a denúncia, o técnico participou do atendimento, administrou medicamentos e, posteriormente, teria retornado ao leito.
A jovem relatou que estava sonolenta e despertou durante o suposto abuso, quando teria visto o investigado, que deixou o local em seguida.
Ainda segundo o registro policial, a paciente contou o ocorrido a uma técnica de enfermagem da equipe que assumiu o plantão. A profissional acionou a enfermeira responsável e a psicóloga do setor.
Após deixar a UTI, a mulher foi transferida para um quarto da maternidade e passou a permanecer acompanhada por familiares durante a internação.
Além do registro da ocorrência por estupro de vulnerável, a vítima pediu medidas protetivas. A Polícia Civil solicitou à Justiça que o investigado seja proibido de se aproximar da paciente, manter contato com ela e exercer atividades com pessoas em situação de vulnerabilidade enquanto o caso estiver sob investigação.
Em nota, a direção do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul afirmou que acompanha a investigação da polícia sobre a denúncia de estupro. "O hospital acompanha o andamento das investigações e reafirma sua confiança de que, após o devido processo legal, os responsáveis serão identificados e responsabilizados na forma da lei", diz a nota.
É a segunda denúncia de estupro nos últimos 5 anos no Hospital Regional. Em fevereiro de 2021, durante a pandemia de covid-19, paciente de 36 anos acusou outro profissional de violência. Três anos depois, a Justiça de Mato Grosso do Sul o condenou a oito anos e seis meses de prisão.
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