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Suspeito morto em operação na fronteira ostentava armas e ameaçava policiais, diz BOPE

Fonte: Correio do Estado em 11 de Julho de 2026

Alicia Miyashiro/Correio do Estado

Tenente-coronel Rocha afirmou que suspeito apresentava perfil agressivo e já havia ameaçado outros policiais

O terceiro suspeito apontado pela investigação como participante direto do assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva já havia feito ameaças a outros policiais antes de morrer em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá. 

A informação foi revelada pelo comandante do BOPE, tenente-coronel Rocha, neste sábado (11), em coletiva de imprensa na sede da corporação, em Campo Grande.

Segundo o oficial, Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, apresentava um perfil considerado mais violento do que o normalmente encontrado pelas equipes de segurança. De acordo com o tenente-coronel, o suspeito ostentava armas, dinheiro e ouro, além de publicar ameaças direcionadas a policiais.

"Esse elemento, a gente já tinha em acompanhamento. Ele chegou a jurar outros policiais, falando de forma bastante agressiva, demonstrando armamento, dinheiro, ouro e algumas outras coisas. Era um elemento que fugia do perfil do criminoso rotineiro", afirmou o comandante.

Waldiney morreu na sexta-feira (10), durante uma operação desencadeada pelo BOPE após informações de inteligência apontarem que ele estava escondido em uma área de mata, em uma propriedade rural na região de fronteira. Conforme a Polícia Militar, o suspeito reagiu à abordagem e atirou contra os policiais com uma pistola calibre 9 milímetros. Os militares revidaram, ele foi baleado, socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.

Com a morte dele, os três homens apontados como executores diretos do assassinato de Marcelo Pimenta morreram em ações policiais desde o crime, ocorrido em 30 de junho. O primeiro suspeito, Everton da Silva Viana, de 41 anos, morreu no mesmo dia do homicídio, ao tentar tomar a arma de um policial, enquanto o segundo, Rubens Zilio, foi morto dias depois durante uma emboscada enquanto era transferido sob escolta do BOPE.

Durante a coletiva, o tenente-coronel Rocha afirmou que a localização do último suspeito foi resultado de dez dias de buscas ininterruptas, realizadas em conjunto com a Polícia Federal, o 6º Batalhão da Polícia Militar e outras forças de segurança que atuam na Operação Jovem Guerreiro. Segundo ele, informações repassadas por colaboradores foram decisivas para o desfecho da ação.

Ainda de acordo com o tenente-coronel Rocha, as equipes já esperavam uma possível reação do suspeito, uma vez que o grupo era considerado agressivo. Ele afirmou que a operação foi planejada para tentar prender o homem, mas que, ao perceber a aproximação dos policiais, ele atirou contra a equipe, que reagiu e neutralizou a ameaça.

Operação continua

Apesar da morte dos três suspeitos apontados como executores, as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos que tenham participado da logística da ação criminosa, fornecido armamentos, facilitado a fuga ou prestado apoio ao grupo antes, durante ou após o assassinato do policial militar.

A Operação Jovem Guerreiro continuará por tempo indeterminado na região de Corumbá, por determinação do comando-geral da Polícia Militar.

Segundo o tenente-coronel Rocha, o objetivo agora é reforçar o patrulhamento, ampliar as ações de inteligência e localizar outros envolvidos em crimes na faixa de fronteira. 

O comandante também afirmou que, embora a morte do policial tenha provocado grande comoção entre a tropa, a atuação das equipes permanece baseada em critérios técnicos e dentro dos limites legais. "Se o criminoso se entregar, terá todos os seus direitos garantidos e responderá perante a Justiça”.

As informações são do jornal Correio do Estado.