Campo Grande News em 17 de Abril de 2026
Tá na Mídia Naviraí

Viatura da Polícia Civil em atendimento da ocorrência
Em depoimento, o homem afirmou que foi ao cemitério para acompanhar um colega, de 16 anos, que pretendia visitar o túmulo da mãe. Ao chegarem, encontraram um terceiro suspeito próximo à sepultura da vítima. Segundo ele, após o amigo violar o túmulo com um chute, os três retiraram o corpo. O próprio suspeito disse que foi o primeiro a praticar o ato de necrofilia.
“Disse que por pouco tempo porque cheirava mal”, relatou o delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pelas investigações. Na sequência, o homem declarou que deixou o local enquanto os outros dois permaneceram. “Mas alegou que não sabe o que fizeram depois”, concluiu a autoridade policial.
O autor que confessou trabalhava em um mercado da cidade e utilizava tornozeleira eletrônica por tráfico de drogas. Os outros dois envolvidos não possuíam ocupação profissional.
Os três foram presos em flagrante na quinta-feira (16), após a violação do túmulo de Vera Lúcia da Silva, assassinada a tiros dentro de casa no último domingo. O ex-companheiro, autor do feminicídio, tirou a própria vida em seguida, no quintal da residência.
Assim que a violação foi constatada, a Polícia Civil iniciou diligências e identificou os envolvidos em curto intervalo de tempo.
“Após o sepultamento da vítima, no amanhecer da quarta-feira, os funcionários do cemitério municipal, ao chegarem lá, perceberam que o túmulo estava violado e ela havia sido retirada para fora. Além da violação do túmulo, as suas vestes da parte de baixo também haviam sido retiradas, aparentando que havia ocorrido ali uma violação sexual contra ela”, explicou Robilson.
O caso é tratado como vilipêndio de cadáver, crime previsto no Código Penal, e repercute pela brutalidade e pela sequência de violência contra a vítima, assassinada e, dias depois, alvo de violação.
Nos últimos cinco anos, Mato Grosso do Sul registrou 17 casos de vilipêndio de cadáver, segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Apesar de não ser um crime frequente, os registros ao longo dos anos mostram que episódios desse tipo se repetem em diferentes regiões do Estado.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
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