Campo Grande News em 09 de Março de 2026
Divulgação

Corpo da vítima ficou completamente carbonizado
De acordo com o registro policial, a equipe foi acionada por volta da 1h da madrugada após um incêndio atingir uma residência localizada na aldeia Tekoha Paraguassu. Diante da gravidade e da possibilidade de haver vítima no local, foram acionados a Perícia Criminal e o IML (Instituto Médico Legal). Após a chegada das equipes, foi confirmado que Ereni morreu dentro da própria casa atingida pelo fogo.
No sábado (7), horas antes do crime, Juares e Ereni participaram de uma confraternização com familiares e conhecidos. O casal estava separado havia cerca de quatro anos, mas, conforme apurado pelos investigadores, Juares ainda tentava reatar o relacionamento.
De acordo com o delegado Sidney Pinheiro, durante o encontro o suspeito demonstrou "emoções intensas" ao falar sobre o relacionamento com a vítima. Ereni deixou o local e, pouco depois, Juares também saiu. Cerca de 20 minutos depois, ocorreu o incêndio na residência da mulher.
Inicialmente, havia a informação de que a vítima estaria em estado de embriaguez. Diante da situação, as pessoas que estavam ingerindo bebida com Ereni foram ouvidas pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias e ajudar a apurar como o fogo começou.
Durante as investigações, o ex-marido passou a ser considerado suspeito e foi preso na tarde de domingo (8). Segundo a polícia, o homem levantou suspeitas após comemorar o incêndio que matou a ex-companheira. A Polícia Civil já ouviu familiares, entre eles dois filhos da vítima.
Evidências foram aparecendo
Horas antes do incêndio, Juares disse aos filhos que se sentia rejeitado e desamparado. A informação foi revelada pelo delegado Sidney Pinheiro de Queiroz, responsável pela investigação do caso. Segundo o delegado, o suspeito também se ausentou do local justamente no período em que o incêndio aconteceu.
“Ele revelou aos filhos que estava se sentindo rejeitado, desamparado. Que ninguém gostava dele. No momento em que teve o incêndio, ele se ausentou, e esse tempo coincide com a ausência dele”.
Mesmo separados, o suspeito continuava frequentando a casa da vítima e insistia em reatar o relacionamento. “Ele ia diversas vezes na casa dela, ela se sentia incomodada, mas nunca havia registrado boletim de ocorrência”, disse o delegado.
Ereni já estava em outro relacionamento e, conforme a polícia, o ex-companheiro demonstrava ciúmes. A casa onde a vítima foi encontrada era de madeira e estava sendo construída por ela. Próximo ao local há outro imóvel onde moram vários familiares.
O capitão da aldeia chegou a aconselhar o homem a deixar a vítima em paz. “Ele ficou fora alguns meses, trabalhando em algumas fazendas. No dia dos fatos houve esse encontro de todos nessa casa”, explicou o delegado.
Na manhã de domingo, equipes da Polícia Civil e da perícia estiveram no local. À tarde, os investigadores retornaram para identificar testemunhas e reunir novas informações.
“Tivemos essas informações, as peças foram se juntando e vimos evidências apontando para ele como suspeito”, afirmou Sidney.
O corpo da vítima estava completamente carbonizado. Apenas exames necroscópicos poderão indicar se Ereni sofreu algum tipo de agressão antes de morrer.
O caso foi registrado inicialmente como incêndio com vítima fatal, mas depois foi reclassificado como feminicídio majorado pelo uso do fogo.
Ereni e Juares tinham três filhos em comum. A Polícia Civil continua investigando o caso.
No Diário Corumbaense, os comentários feitos são moderados. Observe as seguintes regras antes de expressar sua opinião:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site. O Diário Corumbaense se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.