Rosana Nunes em 07 de Março de 2026
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Perita criminal Karla Gonçalves da Cruz tem mais de uma década de experiência
O trabalho pericial começa antes mesmo da realização de exames em laboratório. A primeira etapa ocorre no local do fato, onde os profissionais identificam, registram e preservam vestígios que podem orientar as investigações e subsidiar análises posteriores.
A perita criminal Karla Gonçalves da Cruz, que ingressou na instituição em 2014 e atualmente atua no Núcleo de Perícias Externas, no setor de Crimes Contra a Vida em Campo Grande, explica que a preservação da cena é essencial para garantir a integridade das evidências.
Segundo ela, o primeiro passo da equipe é identificar a área onde estão os vestígios e verificar se o local está devidamente isolado. Esse cuidado evita a contaminação ou a perda de elementos que podem ser importantes para a investigação.
Com mais de uma década de experiência, Karla já atuou no Núcleo Regional de Criminalística de Corumbá e também no Departamento de Apoio às Unidades Regionais. Ela ressalta que o levantamento de informações na cena exige atenção a todos os detalhes, já que nem sempre é possível determinar de imediato quais vestígios serão relevantes para o esclarecimento do caso.
Parte do material coletado segue posteriormente para exames especializados, como análises de DNA, documentoscopia e balística, realizados em laboratórios da própria instituição.
Medicina legal e produção de provas
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Perita médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini
De acordo com ela, os exames médico-legais são fundamentais para comprovar tecnicamente situações de violência física ou sexual e também para determinar causas de mortes violentas, como acidentes de trânsito e homicídios.
As conclusões são registradas em laudos técnicos elaborados com base em evidências científicas e seguindo protocolos periciais, o que garante a confiabilidade das informações utilizadas pela Justiça.
Impressões digitais e identificação
Outra área importante da perícia é a papiloscopia, responsável pela identificação humana por meio das impressões digitais. A perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva, que ingressou na instituição em 2015, já atuou em plantões de local de crime em Dourados e em Campo Grande.
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Perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva ingressou na instituição em 2015
Segundo Juliana, muitas vezes os peritos trabalham com fragmentos muito pequenos de impressões digitais, analisando linhas, bifurcações e outros pontos característicos únicos de cada indivíduo.
Exames necroscópicos
Parte do trabalho técnico ocorre nos bastidores do Instituto de Medicina Legal. A agente da Polícia Científica Romilda Fleitas atua há dez anos auxiliando nos exames necroscópicos.
Entre as atividades realizadas estão a recepção do corpo, a conferência da documentação e da cadeia de custódia, além do apoio ao médico-legista durante o exame. Após os procedimentos, a equipe também é responsável pela liberação do corpo à funerária, sempre com autorização da família.
A rotina inclui ainda o contato direto com familiares em momentos de grande fragilidade emocional, o que exige sensibilidade e responsabilidade no atendimento.
Atuação integrada
Do levantamento de vestígios no local de crime às análises laboratoriais e à identificação de pessoas, mulheres participam de diversas etapas da atividade pericial na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul.
O trabalho integrado dessas profissionais contribui para o esclarecimento de ocorrências e para a produção de provas técnicas utilizadas em investigações e processos judiciais.
Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.
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