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Projeto amplia ações de conservação e restauração ambiental no Pantanal e na Serra da Bodoquena

Da Redação em 05 de Março de 2026

Divulgação/IHP

Restauração ambiental, agroflorestas em escolas rurais, produção de mudas nativas, educação ambiental e fortalecimento da Brigada Alto Pantanal integram projeto

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com apoio do programa de investimento social corporativo ADM Cares, da ADM, iniciou uma nova etapa de atuação no Pantanal e na Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul, com a implementação de sete eixos integrados de conservação ambiental em municípios estratégicos da região. A ADM, líder global em comercialização de grãos, insumos e nutrição humana e animal, já desenvolve esforços para promover a proteção do Pantanal por meio de outras iniciativas

As ações fazem parte do projeto “Do Solo ao Futuro: Segurança Alimentar e Restauração Ambiental Integrada” e incluem restauração de áreas degradadas, implantação de sistemas agroflorestais em escolas rurais, ampliação da produção de mudas nativas, educação ambiental, engajamento comunitário e fortalecimento da Brigada Alto Pantanal. A iniciativa também contempla a restauração ambiental do rio Betione e a ampliação da estrutura do viveiro de mudas mantido pelo IHP na região da Serra do Amolar.

Entre os eixos do projeto estão o Semeando o Amanhã – Educação Ambiental, Sistemas Agroflorestais em Escolas do Pantanal, Ampliação da estrutura de Viveiro de Mudas na Serra do Amolar, Fortalecimento da Brigada Alto Pantanal, Restauração ambiental do Rio Betione, Restauração de áreas degradadas em Bodoquena e Engajamento comunitário para conservação.

No eixo voltado à educação ambiental, estudantes de escolas rurais participarão de atividades educativas e agroecológicas desenvolvidas em área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Em parceria com a ADM Cares, também serão implantadas duas hortas agroecológicas em comunidades ribeirinhas, que irão complementar a alimentação de cerca de 70 estudantes de três escolas, totalizando aproximadamente 14 mil refeições ao longo do projeto.

Outra frente importante será a ampliação da estrutura do viveiro de mudas mantido pelo IHP na região da Serra do Amolar, na RPPN Acurizal, que deverá aumentar a capacidade produtiva e a diversidade de espécies nativas utilizadas em ações de restauração no bioma.

O fortalecimento da Brigada Alto Pantanal também integra as ações do projeto. Os brigadistas atuarão no plantio de mudas nativas e na manutenção de aceiros em áreas prioritárias, contribuindo para a prevenção de incêndios florestais e a recuperação ambiental.

“Por meio do programa ADM Cares, apoiamos iniciativas que integram restauração ambiental, segurança alimentar e saúde e bem-estar, fortalecendo a resiliência do Pantanal e das comunidades que dependem desse ecossistema. Acreditamos que a conservação exige compromisso contínuo, colaboração e uma atuação territorial consistente, especialmente diante dos desafios climáticos que impactam o bioma”, afirma Caroline Hoth, especialista em sustentabilidade da ADM e líder regional da ADM Cares.

O presidente do IHP, Angelo Rabelo, destaca a importância da continuidade dos esforços para garantir resultados práticos na conservação do Pantanal e das nascentes, além da necessidade de atuação multidisciplinar para alcançar metas de longo prazo.

“O IHP tem quase 25 anos de atuação dentro do território pantaneiro e vem construindo resultados por meio de parcerias fundamentais, como a que temos com a ADM. Esse trabalho conjunto permite que possamos avançar simultaneamente na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de incêndios, na educação ambiental e no fortalecimento da cadeia de restauração”, explica.

Bacia do Alto Pantanal

Segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), em análise sobre a Bacia do Alto Pantanal, o Rio Paraguai ainda apresenta níveis fora da normalidade em diferentes trechos. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o volume de chuvas na bacia foi 16% menor que a média histórica registrada entre 1998 e 2025, o que indica baixa recuperação dos níveis de água no bioma no curto prazo.

Desde 2019, o Pantanal enfrenta períodos consecutivos de estiagem, cenário que aumenta o risco de incêndios florestais e reforça a importância de iniciativas voltadas à prevenção, restauração ambiental e educação para conservação. O projeto também conta com o engajamento de produtores rurais, comunidades escolares, lideranças comunitárias e órgãos públicos para ampliar o impacto das ações em áreas prioritárias do bioma.

Com informações da assessoria de imprensa do IHP.

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