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El Niño deve ampliar risco de incêndios florestais nos biomas de MS ao longo de 2026

Rosana Nunes em 05 de Fevereiro de 2026

Álvaro Rezende/Arquivo Secom MS

Base avançada dos Bombeiros contribui para atuação nos combates aos incêndios

A influência do fenômeno climático El Niño deve intensificar o risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul ao longo de 2026, especialmente nos biomas do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. O fenômeno altera o regime de chuvas, eleva as temperaturas e interfere nos padrões de vento, criando condições favoráveis à propagação do fogo.

No Estado, o El Niño atua de forma direta, com previsão de temperaturas acima da média durante o inverno e irregularidade das chuvas. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o cenário é de alerta, mesmo após a mudança observada a partir de fevereiro, quando alguns municípios registraram volumes de chuva acima da média mensal.

A meteorologista Valesca Fernandes, do Cemtec, explica que o trimestre de fevereiro, março e abril apresenta condições de neutralidade climática. No entanto, há indícios de retorno do El Niño no segundo semestre, período que coincide com a estação seca. “Esse cenário combina altas temperaturas, ondas de calor e baixa umidade relativa do ar, fatores que podem intensificar significativamente a ocorrência de incêndios florestais”, afirma.

Segundo o Cemtec, o aquecimento das temperaturas já é esperado a partir de março, e o próximo período úmido deve ser marcado por chuvas irregulares e abaixo da média histórica. O aumento de eventos climáticos severos é uma das principais características associadas ao El Niño, que contribuiu para recordes de calor registrados entre 2023 e 2025.

As análises climáticas no Estado são consolidadas a partir do monitoramento de 48 municípios, com dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Operação Pantanal

Diante do cenário, o Governo de Mato Grosso do Sul afirma manter estrutura preparada para ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. O trabalho envolve atuação do Corpo de Bombeiros Militar por terra e ar, com uso de aeronaves, viaturas, drones e ferramentas de georreferenciamento, além da instalação de bases avançadas no Pantanal.

Na Operação Pantanal 2025, o Estado registrou redução expressiva nos focos de calor e na área atingida pelo fogo. Foram queimados cerca de 202,6 mil hectares, número inferior ao de 2024, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, o resultado é fruto de ações preventivas, resposta rápida aos focos de incêndio, fortalecimento da atuação interinstitucional e capacitação de equipes. Em 2025, quase mil brigadistas foram formados. Durante a fase operacional, os bombeiros monitoraram 924 eventos de fogo detectados por satélite e atuaram diretamente em 88 ocorrências, totalizando 1.105 ações de combate.

Ao longo do ano, 1.298 militares foram mobilizados, com apoio de 60 viaturas, para atendimento de 4.391 ocorrências, a maioria em áreas urbanas e periurbanas. “Em muitos casos, conseguimos combater os focos antes mesmo de serem registrados pelos sistemas de monitoramento por satélite”, afirmou o subdiretor de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira.

Com informações da Agência de Notícias do Governo de MS. 

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