Leonardo Cabral em 21 de Janeiro de 2026
Reprodução/Jornal El Deber

Vítima estava com a família em uma festa e foi morta com um tiro na cabeça
A decisão foi confirmada por volta da meia-noite de terça-feira (20), após uma longa audiência judicial realizada com a presença dos acusados. As investigações foram conduzidas por agentes da Força Especial de Combate à Violência contra a Mulher (FELCV), em conjunto com uma equipe do Ministério Público liderada pelo promotor Daniel Herrera, que se deslocou de Santa Cruz até Puerto Quijarro, cidade fronteiriça com Corumbá, onde o crime ocorreu.
O marido, seus dois filhos e um funcionário foram indiciados por feminicídio depois de serem presos enquanto tentavam enterrar o corpo da vítima. A mulher morreu após ser baleada na cabeça.
De acordo com a promotoria, o crime aconteceu na madrugada de domingo (18), após o casal e familiares participarem de uma festa em Puerto Quijarro. O homem decidiu deixar a festa em seu veículo, mas uma discussão começou e ele atirou na cabeça dela.
Ainda segundo as investigações, com a ajuda dos dois filhos, o homem levou o corpo da mulher até a residência do casal e trocou suas roupas com a intenção de realizar o sepultamento.
Uma funerária chegou a ser contratada para providenciar o enterro, mas funcionários perceberam o ferimento causado por arma de fogo na cabeça da vítima e se recusaram a transportar o corpo, acionando imediatamente a polícia.
Tentativa de encobrir o crime
As autoridades apuraram que a vítima era responsável pela administração de todos os bens e negócios da família, incluindo um condomínio residencial, um açougue, três imóveis, veículos e dinheiro em espécie. Ela também detinha as chaves das propriedades e a combinação de um cofre.
Reprodução/Jornal El Deber

Quatro detidos acusados de envolvimento no crime
O Ministério Público também colheu o depoimento de um filho mais novo, de 14 anos, que estava na residência no momento dos fatos. O adolescente relatou ter ouvido o irmão mais velho afirmar que, caso algo acontecesse com a mãe, eles “cuidariam do pai”. Segundo ele, também foi orientado a não comentar o ocorrido e a ajudar a eliminar provas, incluindo a limpeza da casa, das roupas e da roupa de cama.
Durante a audiência preliminar, o marido, os dois filhos e o funcionário negaram envolvimento no crime. Mas, o juiz determinou a prisão preventiva dos acusados no presídio de Palmasola.
O Ministério Público apreendeu e lacrou as propriedades da família, enquanto as investigações seguem em andamento. Este é o primeiro caso de feminicídio registrado em 2026 no departamento de Santa Cruz.
Com informações do jornal El Deber.
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