Leonardo Cabral em 21 de Janeiro de 2026
Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Homem foi intimado a prestar esclarecimentos na Delegacia de Polícia Civil
De acordo com o boletim de ocorrência ao qual o Diário Corumbaense teve acesso, o homem procurou a delegacia relatando que, no dia 19 de janeiro, por volta das 18h, havia acabado de sacar R$ 1.200 em uma agência bancária localizada na rua Cuiabá. Segundo a versão apresentada inicialmente, ao caminhar pela mesma via, próximo ao cruzamento com a rua Major Gama, teria sido abordado por dois indivíduos em uma motocicleta preta.
Ele afirmou que o garupa desceu do veículo, sacou uma arma de fogo e anunciou o assalto: “passa! perdeu!”. O condutor teria permanecido na motocicleta, com o motor ligado, para facilitar a fuga. Ainda conforme o relato, após entregar o dinheiro, a dupla mandou que ele abaixasse a cabeça e não olhasse para trás, fugindo em seguida pela rua Major Gama, sentido parte alta da cidade.
O comunicante disse não ter conseguido identificar o modelo ou a placa da motocicleta, alegando nervosismo, mas mencionou que o garupa vestia bermuda e utilizava tornozeleira eletrônica.
Investigação apontou inconsistências
Em continuidade às diligências, na manhã de terça-feira (20), por volta das 9h35, a equipe do SIG realizou levantamento de imagens de câmeras de monitoramento e cruzamento de dados de inteligência referentes ao local e horário informados.
Durante a análise, os investigadores identificaram inconsistências técnicas que colocaram em dúvida a versão apresentada. Entre os pontos observados estavam a ausência de movimentação compatível com o crime no horário indicado, a inexistência de registros de pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica na região e no período mencionados, além de contradições nas versões apresentadas pelo homem.
Diante das evidências, ele foi intimado a prestar esclarecimentos complementares na delegacia e, ao ser confrontado com os dados técnicos e a falta de provas materiais, confessou a falsa comunicação do crime.
Segundo a Polícia Civil, o homem alegou que inventou o roubo para justificar a impossibilidade de pagar dívidas com terceiros, incluindo agiotas, utilizando o suposto assalto como explicação para o não pagamento.
O caso foi registrado sob o nº 318/2026, e a Polícia Civil reforça que falsa comunicação de crime é infração penal, podendo resultar em prisão ou outras sanções legais. Entre as ocorrências mais comuns desse tipo estão falsas comunicações de roubo ou furto de documentos pessoais, como RG e CPF.
Receba as principais notícias de Corumbá, Ladário e MS pelo WhatsApp do Diário Corumbaense. Clique aqui para entrar em um de nossos grupos ou siga no Instagram acessando o link e clicando em seguir.
No Diário Corumbaense, os comentários feitos são moderados. Observe as seguintes regras antes de expressar sua opinião:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site. O Diário Corumbaense se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.