Rosana Nunes em 03 de Dezembro de 2025
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A área queimada em 2025 foi de 202.678 hectares, contra mais de 2,3 milhões de hectares em 2024
A área queimada também teve queda expressiva: 202.678 hectares foram atingidos pelo fogo, contra mais de 2,3 milhões de hectares devastados em 2024, ano marcado por uma das maiores crises de incêndios florestais no Pantanal. Segundo o Governo do Estado, o resultado reflete ações preventivas, integração entre órgãos, capacitação técnica e condições climáticas um pouco mais favoráveis, apesar do déficit hídrico persistente.
O Corpo de Bombeiros Militar apresentou as ações realizadas ao longo do ano. Na fase de preparação, foram realizados manejos preventivos em 1.150 hectares, capacitados 221 bombeiros e formados 929 brigadistas. Bases avançadas no Pantanal contribuíram para reduzir o tempo de resposta às ocorrências.
Na fase operacional, a corporação monitorou 924 eventos de fogo detectados via satélite e combateu diretamente 88, totalizando 1.105 ações de combate. No ano, 1.298 militares foram mobilizados com uso de 60 viaturas, atendendo a 4.391 ocorrências registradas no SIGO.
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Mais de 900 brigadistas foram formados pelo Corpo de Bombeiros em comunidades e propriedades rurais
“Foram empenhados apenas 120 dos 180 militares previstos para cada ciclo da Operação. Em muitos casos, conseguimos combater focos antes mesmo de serem registrados pelos sistemas de monitoramento”, destacou.
Já a PMA (Polícia Militar Ambiental) e o Imasul ampliaram a fiscalização com monitoramento em tempo real, realizando cerca de 750 vistorias e aplicando R$ 49 milhões em autuações. O Imasul também reforçou a prevenção com queima prescrita em 1.500 hectares e a ampliação da Sala de Situação, equipada com sistemas avançados de monitoramento. .
O assessor da Semadesc e presidente do Comitê Estadual do Fogo, tenente-coronel Leonardo Congro, destacou que a redução inédita é fruto de planejamento e atuação conjunta.
“O esforço interinstitucional valeu a pena. As ações foram planejadas com antecedência, executadas com eficiência e avaliadas continuamente”, afirmou. Ele reforçou que a queda não ocorreu por acaso, mas graças a uma estratégia integrada baseada em dados, tecnologia e parcerias entre instituições estaduais, municipais, federais e privadas.
Com informações da Agência de Notícias do Governo de MS.
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