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Escolas rurais recebem cercamento e promovem ações de educação ambiental

Da Redação em 12 de Novembro de 2025

Divulgação

O cercamento das áreas vinha sendo reivindicada pela comunidade escolar

Em uma ação conjunta entre instituições públicas, organizações ambientais e a comunidade local, as escolas municipais rurais de Ensino Integral Polo São Lourenço e Extensões e do Paraguai Mirim Extensões, localizadas no Pantanal, receberam cercamento em seus arredores e promoveram atividades de educação ambiental voltadas à coexistência entre humanos e fauna, com destaque para a presença da onça-pintada na região.

Mais de 40 estudantes participaram das atividades realizadas entre os dias 5 e 9 de novembro, que integraram o projeto Semeando o Amanhã, desenvolvido pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP) desde fevereiro deste ano. A iniciativa contou com a participação da Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Defesa Civil Municipal, além do Ibama, Brigada Comunitária Ecoa e pais dos alunos. As escolas atendem estudantes das comunidades tradicionais e indígenas de Barra do São Lourenço/Aterro do Binega, Amolar, Mangueiral, Chané e Paraguai Mirim.

Segundo Isabelle Bueno, gestora de projetos do IHP, o trabalho teve como objetivo oferecer mais segurança para alunos e professores e, ao mesmo tempo, promover conhecimento sobre a convivência harmoniosa com a fauna local.

“A gente sente uma energia muito boa e vê o quanto o trabalho de conservação faz sentido. Essa é uma medida para trazer mais segurança às crianças, professores e tranquilidade aos pais, que realmente se preocupam com a presença de onças nas redondezas das escolas. Decidimos ir além do cercamento e trabalhar a educação ambiental, mostrando que é possível coexistir, unindo ciência e o saber das comunidades locais”, afirmou Isabelle.

A instalação do cercamento na escola Polo São Lourenço exigiu duas viagens de barco de cerca de 15 minutos para o transporte dos materiais. As Brigadas Alto Pantanal e Comunitária Ecoa trabalharam juntas na obra, que levou dois dias para ser concluída. Já na escola Paraguai Mirim e Extensões, as equipes atuaram na montagem final da estrutura já existente.

A diretora da Escola das Águas, Tatiana Isabela Gomes, destacou a importância das parcerias para viabilizar as ações em áreas de difícil acesso.

“A logística é um desafio no Pantanal, e o apoio de diferentes instituições faz toda a diferença. Com parcerias, conseguimos ir mais longe e beneficiar os estudantes, levando conhecimento e atividades complementares. Fazemos questão de mostrar que a comunidade é parte essencial desse trabalho coletivo”, ressaltou.

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Alunos também participaram de atividades de educação ambiental

Durante as atividades, as crianças também participaram de ações lúdicas com o Joca, mascote da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, que auxiliou na conscientização sobre a proteção da natureza. O técnico em educação ambiental, Wandir Navarro, explicou que o personagem tem papel fundamental na aproximação com os alunos.

“O Joca é um defensor da natureza e, com essa rede de parcerias, conseguimos alcançar mais comunidades. No Pantanal, tudo é muito grande e distante, e o trabalho conjunto faz toda a diferença. Juntos conseguimos ser fortes”, afirmou.

O subtenente Gilson Gonçalves, coordenador de brigadas da Defesa Civil Municipal, reforçou que a união das instituições busca fortalecer a conservação do Pantanal e promover ações preventivas. “O objetivo é único: conservar o Pantanal. Queremos orientar professores e alunos, de forma educativa e lúdica, mostrando a importância da prevenção e do cuidado com o meio ambiente”, destacou.

Representando o Ibama, o geógrafo e técnico ambiental Walber Douglas Odorico Nori ressaltou que o trabalho integrado é essencial para superar as distâncias e desafios logísticos da região.

“Nenhuma instituição sozinha consegue atuar plenamente no Pantanal. A integração é fundamental para ampliar as ações e atender melhor as comunidades. O IHP, por exemplo, tem presença constante no território e nos apoia muito nesse processo”, concluiu.

O projeto Semeando o Amanhã, iniciativa do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e que vem sendo realizado com apoio de diferentes parceiros, já promoveu o plantio de 220 mudas de árvores nativas do Pantanal entre fevereiro e maio deste ano, além de realizar ações de educação ambiental com estudantes de Corumbá e Ladário, tanto na zona rural, como na zona urbana, bem como na Aldeia Uberaba, Território Indígena Guató.

Com informações da assessoria de imprensa do IHP.

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