Campo Grande News em 05 de Agosto de 2026
Victória Costacurta

Comandante do Choque, major Cleyton durante coletiva de imprensa hoje, na Capital
A criança era filha do alvo, conforme o o comandante do Choque, major Cleyton da Silva Santos. A execução aconteceu no último sábado (1º), em Cassilândia, a 418 quilômetros de Campo Grande. A enteada do rapaz, menina de 12 anos, foi atingida por estilhaços e socorrida.
Durante coletiva de imprensa, o comandante explicou que a menina tinha o costume de se posicionar atrás do banco do pai assim que ele estacionava o carro para descer. Por isso, quando o autor chegou, ela foi a primeira a ser atingida.
“O disparo pegou na cabeça da criança e passou na parte traseira, na nuca. Foi um crime que teve uma comoção social muito grande”, disse Cleyton.
Segundo o major, ainda no sábado um suspeito foi preso e confessou ter pilotado a motocicleta que levou Sucuri até o local do crime. Os policiais deram início às investigações e descobriram que Joabi estava escondido na área rural da cidade, junto com um foragido.
A equipe foi até o local na noite de terça-feira (4) e conseguiu localizar os dois suspeitos. Foi feita a abordagem na casa e, quando os policiais entraram no primeiro cômodo, Sucuri apontou a arma e foi baleado.
No local também estava Pedro Henrique Silva Barbosa, o “Pedrinho”, que chegou a atirar e atingir o colete de um dos policiais. Ele foi baleado. Ambos foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. O terceiro homem, Kewerson Borges Viana, de 23 anos, foi preso. Ele estava com mandado em aberto por homicídio expedido pela Justiça do Mato Grosso.
De acordo com o comandante, o crime foi motivado por inimizade entre os envolvidos por conta de disputa por tráfico de drogas. “Havia um registro anterior no qual o Márcio teria sido o autor de uma tentativa de homicídio na cidade de Paranaíba contra um rapaz (possivelmente chamado Heitor), que era comparsa do indivíduo conhecido como "Sucuri". A inimizade vinha dessa relação”, afirmou o major Cleyton.
Duplo homicídio
O atentado ocorreu quando as vítimas estavam no interior de um veículo na esquina das ruas Nestor Alves Barbosa e João Cristino da Silva, na Vila Pernambuco. Márcio e a criança não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
A Polícia Civil e o BPMChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar) investigam o caso para apurar a autoria dos disparos e a veracidade das notas que circulam nas redes sociais. A principal linha de investigação aponta para o conflito e disputa de território entre facções criminosas na região do Bolsão.
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