Campo Grande News em 30 de Julho de 2026
Reprodução

Osmar Pereira da Silva, de 49 anos, na época em que integrava lista de foragidos de MS
A portaria não concede promoção aos servidores. O documento cria uma comissão para verificar se a atuação dos policiais pode ser reconhecida como ato de bravura e se teve relação direta com o trabalho. Ao final, o grupo deverá elaborar um relatório e indicar ao conselho qual medida deve ser tomada.
O grupo será presidido pelo delegado Carlos Delano Gehring Leandro de Souza e também terá como integrantes a delegada Ana Cláudia Oliveira Marques Medina e o escrivão de Polícia Judiciária Gilberto Artero Ramos Filho.
Entenda
Osmar foi preso no dia 26 de julho em uma serralheria localizada na região central de Ladário. A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Ladário, com apoio da equipe da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá.
As buscas ocorreram nos bairros Centro e Alta Floresta II, após investigação conduzida pelo SIG (Setor de Investigações Gerais). Conforme a apuração, Osmar estaria escondido no imóvel, que também poderia estar sendo utilizado para armazenar armas e drogas.
No local, os policiais encontraram três armas de fogo escondidas, munições de diferentes calibres, uma porção de droga e objetos que, segundo a polícia, seriam usados no preparo e na divisão do entorpecente. Também foram apreendidas roupas semelhantes às utilizadas por integrantes de forças de segurança pública.
Um homem de 43 anos também foi identificado durante as investigações por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
O material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Ladário. A investigação continua para esclarecer a origem das armas, o destino da droga e a eventual participação de outras pessoas.
Conhecido como Branco, Osmar foi condenado a 74 anos de prisão por crimes como roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa. A previsão é que ele permaneça no sistema prisional até 2041.
Segundo as investigações, Osmar integrava um grupo especializado em roubos de grande porte, com ataques a residências, cargas e instituições financeiras. Ele também é investigado por supostamente encomendar fuzis que seriam usados em assaltos a bancos.
Em 2012, Osmar já havia sido preso acusado de participar de uma quadrilha responsável por uma sequência de roubos em Bodoquena, Anastácio e Bonito. Na ocasião, o grupo teria atacado uma residência, um mercado, uma lotérica e uma joalheria, causando prejuízo estimado em R$ 120 mil.
Naquele período, Osmar estava foragido da antiga Colônia Penal Agrícola de Campo Grande. De acordo com a investigação policial, ele possui ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
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