Coluna Ampla Visão, com Manoel Afonso em 19 de Junho de 2026

DOLOROSO: Para os críticos, mero curral eleitoral. Sem discutir esse aspecto cito o exemplo do Maranhão (Sarney) com mais de 1 milhão de famílias (41% da população) dependentes dos programas sociais (Pé de Meia, Gás do Povo, Bolsa Família). Não por acaso - estados do norte e nordeste, vivem encabrestados pelo coronelismo, com nova roupagem (siglas).
PROJETO: Por aqui o PT sonha em reviver com Fabio Trad a epopeia de Zeca. Uma missão que conta com eventuais reflexos das ações sociais do Planalto e do desempenho do candidato Lula. Eleitoralmente o estado representa pouco no contexto nacional, mas o que conta ao menos é uma cadeira no senado. Como se diz, vale ouro! Se vale!
A QUESTÃO: As aprovações do Governo Lula e da candidatura de seu principal líder no estado, serão suficientes para derrotar o grupo adversário, representado pelo centro e direita? Hoje, todos os institutos de pesquisas apontam uma lenta tendência de crescimento do pré-candidato petista, mas ainda insuficiente para provocar o segundo turno.
MARATONA: Apesar da idade, Lula demonstra disposição invejável para cumprir compromissos oficiais: da Europa, Estados Unidos ao nosso interior. O quadro político mostra que ele viajará ainda mais pelo país até as eleições. Na sua agenda nova visita ao Mato Grosso do Sul, na próxima quinta-feira para entrega de 1390 títulos agrários do Incra.
EXPECTATIVA: Assessores parlamentares e jornalistas já se arriscam na medição do o potencial político de Dourados nestas eleições. Os prognósticos divergem, mas a maioria acredita no aumento de representantes na Assembleia principalmente. O sistema da ‘Federação’ ainda é uma incógnita em termos de avaliação do futuro desempenho dos pré-candidatos até agora. Vigora o ‘achismo’.
DINÂMICA: Esse o melhor termo para definir a política como um todo. Sempre mudando. Dois exemplos atuais: Puccinelli e Junior Mochi disputando separados os votos em redutos onde sempre estiveram como parceiros e o caso do deputado Jamilson, disputando votos com o ex-conselheiro Jerson Domingos em várias cidades.
CAUTELA: Tem sido essa a postura – pelo menos nas declarações – dos candidatos quanto a previsão e dos gastos ao longo da campanha. Uns alegam dificuldades em avaliar com segurança; outros declaram estar esperando a definição dos critérios adotados pela Justiça Eleitoral e os respectivos partidos. Tudo ainda muito obscuro.
SEGREDO: Dizem que não se deve acreditar piamente no que dizem os candidatos antes e depois das eleições no que diz respeito aos seus gastos. Existem duas vertentes: os gastos reais tidos como ‘segredos de estado’ – e aqueles gastos formais como mandam as regras e instruções da justiça. Entre ambas, a diferença costuma ser enorme. Não se elege apenas com prestígio pessoal.
MUDOU? Entre hoje e antigamente os parâmetros de gastos dos candidatos mudaram. Influência da nova postura de parte do eleitorado; das novas regras e da realidade sócio econômica. No passado, os excessos eram tidos como normais e imperava um ditado inconsequente: o que vale é ganhar – dívida a gente resolve depois.
SAUDADE? Sobre o assunto, políticos da época do antigo Mato Grosso lembram do socorro que o extinto BEMAT (Banco do Estado do Mato Grosso) prestava aos deputados. A adoção de promissórias era pratica habitual com direito as prorrogações de vencimento a juros camaradas. Banco estatal como braço político não sobrevive.
INCÓGNITA: No saguão da Assembleia, jornalistas e assessores questionavam o futuro político do deputado Catan, caso sua candidatura não prospere nos parâmetros aceitáveis. Para um repórter, ‘ teria faltando-lhe um bom eonselheiro” – para outro ‘ele teria dificuldade de formar um grupo político após as eleições para disputar a prefeitura da capital. ’
MARCELO BERTONI: Marquem bem esse nome que hoje comanda com a poderosa Famasul. Neste recente episódio do conflito agrário em Sidrolândia, Bertoni demonstrou a serenidade exigida na busca da segurança jurídica e a proteção à vida das pessoas. Avesso a promoção pessoal, ele vai conquistando espaço e admiração.
EDUCAÇÃO: Desafio dos municípios que arcam com transporte e merenda e outros valores adicionais num estado de municípios enormes. A União doa ônibus, mas isso não basta; o desgaste é enorme pelas longas distancias e estradas de terra. Esse quadro prejudica o aprendizado dos alunos que levantam de madrugada para esperar o ônibus e com sono acumulado não tem o aprendizado ideal. Dormem em classe.
JUNIOR MOCHI: O deputado levantou o problema na Assembleia e foi apoiado por colegas na busca de solução. Uma das sugestões; adotar a jornada integral de aulas por 3 vezes por semana, resultando numa economia de 40% dos gastos. Em apoio, o deputado Kemp lembra que o município é o responsável pela educação, desde o infantil a 5ª série.
CORAJOSA: Não é de hoje que o Consórcio responsável pelo transporte público de passageiros da capital comete abusos. Finalmente agora, a administração ´pública ousou peitar de vez o sistema que só visa lucros, em prejuízo ao município. A opinião pública está apoiando a prefeita Adriane Lopes na esperança de mudanças. Os primeiros sinais tem sido positivos.
NA TRIBUNA: Reinaldo Azambuja vai solidificando sua postura partidária com críticas ao Governo Federal. Nesta semana ele denunciou o crescimento da dívida pública, os juros elevados e a situação fiscal do país. Reinaldo pede reformas estruturantes e redução da maquina pública. Esqueceu de pedir ao presidente que gaste menos em viagens ao exterior.
REFLEXÃO: O verdadeiro legado emocional da Copa não está necessariamente nas vitorias ou derrotas dentro de campo, mas nas experiências construídas ao redor delas. O impacto psicológico mais importante está na capacidade de aproximar pessoas, estimular encontros, gerar conversas, criar memórias afetivas e fortalecer vínculos humanos. Muito além do futebol, a Copa é uma celebração do pertencimento humano.” (Dra. Mariana Ramos – professora de psicologia)
Pílulas digitais:
O futebol é uma das poucas coisas que unem um país dividido. (Mandela)
É melhor vencer todo dia do que ganhar de goleada de uma vez só.
Mordomia é tudo que o dinheiro – do contribuinte – pode comprar. (Millôr)
Tenho forte suspeita de que os aliens já estão entre nós. (Steven Spielberg)
Na política e no futebol importam os resultados práticos, não as promessas.
Quando a última árvore for cortada e o último rio envenenado, você vai perceber que o dinheiro não alimenta. ( Joyce McLean)
No Brasil, a política se resume em não deixar a onça com fome, nem o cabrito morrer. (Stanislaw Ponte Preta)
O diabo é um otimista, se acha que pode tornar as pessoas piores do que já são. (Kari Kraus)
A equação do drible tem atalhos que a matemática não explica. (Luiz C. Oliveira)