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Parceria entre Estado e Município viabiliza Sala Lilás e reforça acolhimento a vítimas de violência

Leonardo Cabral em 30 de Maio de 2026

Clóvis Neto/PMC

Estrutura está instalada na 1ª Delegacia de Polícia Civil

Corumbá passou a contar com uma Sala Lilás instalada na 1ª Delegacia de Polícia Civil. O espaço é destinado ao atendimento humanizado, sigiloso e especializado de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual. Com a inauguração, Mato Grosso do Sul passa a contar com 66 unidades em funcionamento.

A iniciativa é resultado da cooperação entre o Governo do Estado, a Polícia Civil e a Prefeitura de Corumbá, consolidando uma estrutura voltada à escuta protegida, ao acolhimento qualificado e ao enfrentamento das diversas formas de violência. A Sala Lilás também está preparada para a realização do depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas de violência, contribuindo para evitar a revitimização e garantir um atendimento mais seguro e digno.

A cerimônia de inauguração, na sexta-feira (29), reuniu autoridades civis e militares, entre elas o secretário-executivo de Segurança Pública, coronel Wagner Ferreira da Silva, o delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lúcio, o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira, vice-prefeita Bia Cavassa, além de representantes dos poderes estadual e municipal.

Durante o evento, o coronel Wagner Ferreira destacou que a ampliação da rede fortalece a proteção às vítimas e garante maior acesso a serviços especializados no interior do Estado.

“Estamos ampliando uma estrutura que garante acolhimento, proteção e respeito às vítimas. A Sala Lilás representa o compromisso das instituições de segurança pública com um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente”, afirmou.

Clóvis Neto/PMC

Diversas autoridades participaram da cerimônia de entrega da Sala Lilás

O delegado-geral da Polícia Civil ressaltou que o espaço foi criado para oferecer um ambiente seguro e adequado às pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Além da investigação dos crimes, é fundamental que a vítima encontre um ambiente preparado para acolhê-la. As Salas Lilases foram concebidas para proporcionar atendimento diferenciado, preservando a dignidade e a privacidade de quem procura ajuda”, destacou Lupérsio Degerone Lúcio.

Segundo a assessora especializada de Projetos da Polícia Civil, delegada Elaine Benicasa, a implantação da unidade integra uma estratégia estadual voltada ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. “A expansão das salas está alinhada à política de ampliar o atendimento especializado e humanizado às mulheres em todo o território sul-mato-grossense, garantindo acesso mais próximo e qualificado às vítimas de violência”, explicou.

O prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, enfatizou a importância da união entre instituições e poderes públicos para o fortalecimento da rede de proteção. “A Sala Lilás simboliza muito mais que um espaço físico. Ela representa respeito, acolhimento, dignidade e compromisso com a vida das pessoas que mais precisam de proteção”, afirmou.

Como funciona

A Sala Lilás funciona em ambientes exclusivos dentro das unidades da Polícia Civil, estruturados para oferecer acolhimento em local reservado e seguro. O atendimento é realizado por profissionais capacitados para lidar com situações de violência doméstica, familiar e sexual, garantindo privacidade, conforto e escuta qualificada durante o registro das ocorrências e os encaminhamentos à rede de proteção.

Referência nacional no atendimento humanizado às vítimas, Mato Grosso do Sul foi um dos estados pioneiros na implantação do atendimento. O modelo passou a ser adotado em diversas regiões do país e integra as ações de enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas pelas forças de segurança.

A rede de proteção também vai contar com a Casa da Mulher Brasileira em Corumbá. Após a conclusão do processo licitatório, a ordem de serviço para início da obra deve ser autorizada em breve. Os recursos do governo federal e contrapartida do Estado de MS, somam mais de R$ 8,3 milhões.

Com informações da Ascom da Polícia Civil e da PMC.

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