Rosana Nunes em 22 de Maio de 2026
Arquivo familiar

Cleverson, Laura e Luiz Antônio, hoje com 14 anos
A mobilização nacional em torno da causa começou a ganhar força em 1996, durante o I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. Posteriormente, a celebração foi oficializada pela Lei nº 10.447, de 9 de maio de 2002. Mais recentemente, a criação da Semana Nacional da Adoção, regulamentada pela Lei nº 14.387/2022, ampliou as ações de conscientização em todo o país, com debates, palestras e campanhas educativas.
No Brasil, a adoção é um processo gratuito, seguro e respaldado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal. A legislação assegura igualdade plena entre filhos biológicos e adotivos, sem qualquer distinção de direitos.
Além dos aspectos jurídicos, o processo envolve preparação emocional e acompanhamento das famílias pretendentes. Nesse contexto, os Grupos de Apoio à Adoção (GAAs) desempenham papel importante no acolhimento, orientação e fortalecimento dos vínculos familiares.
GAAP atua na conscientização e acolhimento
Fundado em 4 de novembro de 2016, o Grupo de Apoio à Adoção Pantanal (GAAP) atua em Corumbá e Ladário com o objetivo de promover o direito à convivência familiar e comunitária para crianças e adolescentes.
O trabalho é realizado de forma voluntária e inclui ações de orientação, preparação de pretendentes à adoção e acompanhamento pós-adoção. Entre os principais focos do grupo estão:
"Apenas no último ano cerca de mil pessoas de diferentes regiões do país participaram das atividades promovidas pelo grupo", disse o coordenador do GAAP, Cleverson Gonçalves da Costa.
Ele e a esposa, Laura Jane, acolheram em seu lar Luiz Antônio Barcellos da Costa em 2018, quando o menino tinha 6 anos. Hoje, aos 14, o adolescente divide com os pais as descobertas, desafios e momentos marcantes da vida.
O motivo verdadeiro que nos levou e deve levar muitos casais a seguir os mesmos passos que a gente é querer ser Mãe e Pai de verdade sem escolher a idade, cor e a forma de ser da criança”, disse Laura se referindo à adoção tardia, onde no conceito, após os três anos, a criança para adoção já é considerada “fora” dos planos de muitos casais. “O Luiz chegou com 6 anos e foi maravilhoso para a gente”, mencionou.
Parceria com o Judiciário
A atuação do GAAP ocorre em parceria com o Poder Judiciário local. Na comarca de Corumbá, o juiz da Vara da Infância e Adolescência, Dr. Maurício Cleber Miglioranzi Santos, desenvolve ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e ao incentivo da adoção e do apadrinhamento afetivo.
Entre os projetos desenvolvidos está o Projeto Padrinho, que cria vínculos de apoio para crianças e adolescentes em acolhimento institucional. O grupo também destaca a atuação de Wilson Maria, que auxilia nas iniciativas ligadas à adoção e ao apadrinhamento na região.
A pauta da adoção também avançou no Legislativo municipal. Em Corumbá, a Lei Municipal nº 2.672 instituiu oficialmente o Dia e a Semana Municipal da Adoção.
“Queremos chamar a atenção da sociedade e falar que temos muitas crianças nas casas de acolhimento precisando de uma família. Nos encontros, fazemos essa troca de experiência preparando a família que vai receber uma criança e até mesmo àquelas que já estão com seus filhos”, explicou Cleverson.
Blitz da adoção neste sábado
Como parte das atividades da Semana da Adoção, o GAAP promove neste sábado, 23 de maio, a “Blitz da Adoção”, com ações de conscientização em Corumbá e Ladário.
Em Ladário, a mobilização acontece das 8h às 8h50, em frente ao coreto da Avenida 14 de Março. Já em Corumbá, a ação será realizada das 9h30 às 10h30, na Praça da Independência, na altura da Escola Neusa Assad Malta.
Durante a blitz, integrantes do grupo irão distribuir materiais informativos e dialogar com a população sobre adoção, acolhimento e convivência familiar.
Quem quiser ser um colaborador ou saber mais sobre o GAAP pode entrar em contato pelo WhatsApp (67) 98109-6964 ou pelo Instagram: @gaap_adocao.
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