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Sapiens - uma breve história da humanidade

Coluna Coisas da Língua, por Rosangela Villa (*) em 26 de Abril de 2026

Caros leitores

O livro Sapiens - uma breve história da humanidade, lançado originalmente em 2011 em Israel, em hebraico, com o título - Uma breve história do gênero humano, teve sua 35ª edição publicada pela editora L&PM, de Porto Alegre, em 2018, sendo um dos livros mais lidos e comentados pela crítica literária internacional. O autor da obra, Yuval Noah Harari, é professor de História do Departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O livro se tornou um best-seller internacional e relata a aventura da nossa extraordinária espécie. Fica evidente para o leitor que a criação literária foi motivada por perguntas do tipo: o que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras?

Tais indagações revelam nossa capacidade criativa como responsável por tudo isso, ao dizer que somos a única espécie que acredita em coisas que não existem na natureza, como Estados, dinheiro e direitos humanos. Diante dessas reflexões, o autor teria concluído que o capitalismo é a mais bem-sucedida religião; que o imperialismo é o sistema político mais lucrativo; que nós, humanos modernos, embora sejamos muito mais poderosos que nossos ancestrais, provavelmente não somos mais felizes.

Nesse contexto, ele aborda a história da humanidade sob a perspectiva do que chamou de a revolução cognitiva ao explicar o aparecimento da matéria, da energia, do tempo e do espaço, características fundamentais do nosso universo, surgidas a partir do Big Bang; passando pela revolução agrícola; pela unificação da humanidade; pela revolução científica; e pela revolução industrial, marcada pela substituição da família e da comunidade pelo Estado e mercado.

O autor ainda destaca, do presente, que os humanos transcenderam os limites do planeta Terra, que as armas nucleares ameaçam a nossa sobrevivência e que, cada vez mais, os organismos são moldados por design inteligente e não por seleção natural. Por fim, ele nos faz refletir se o design inteligente se tornará o princípio básico da vida.

O conteúdo da obra é fascinante, e embora tentasse resumir a publicação, concordo com a crítica do Financial Times que sugere que este livro não pode ser resumido, simplesmente deve ser lido. Você que busca entender as grandes questões da história e do mundo moderno terá de lê-lo. Até a próxima.

(*) Rosangela Villa da Silva é Profa. Titular Aposentada da UFMS, Mestre e Dra. em Linguística pela UNESP, com Pós-Doutorado em Sociolinguística pela Universidade de Coimbra/Portugal.

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