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PM encontrou namorado de subtenente ao telefone e com arma na mão após disparo

Campo Grande News em 07 de Abril de 2026

Paulo Francis/CG News

Gilberto Jarson entrando em viatura

O policial militar que entrou na casa da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, após ouvir o disparo no Conjunto Habitacional Estrela Dalva, relatou que, ao acessar a sala da residência, encontrou Gilberto Jarson, de 50 anos, em uma ligação enquanto segurava a arma que teria vitimado a companheira. O acusado de feminicídio tinha três chamadas no histórico: para a Polícia Militar, para o cunhado e para o advogado. O crime ocorreu por volta das 12h de segunda-feira (6). É o 9º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul e 1º em Campo Grande. 

Ainda conforme o boletim de ocorrência, ao qual a reportagem teve acesso, ao ouvir o disparo, a testemunha foi imediatamente até a casa de Marlene e encontrou Gilberto com as mãos ensanguentadas. O policial militar pediu que o pintor abrisse o portão, mas, diante da demora, precisou pular o muro. Ao entrar na residência, viu o indivíduo segurando a arma em uma das mãos e o telefone na outra.

Marlene foi encontrada pelo vizinho ainda com sinais vitais, que acionou o Corpo de Bombeiros. Mesmo com a chegada do socorro, a subtenente não resistiu aos ferimentos causados pelo disparo e morreu no local. Segundo o registro, a vítima foi encontrada de farda, próxima à janela da sala. No local, além de um revólver calibre .38, também foi localizada a pistola 9 milímetros de uso institucional, que estava no coldre.

Reprodução/Rede Social

Marlene chegou a se aposentar, mas havia retornado recentemente à ativa

Durante o atendimento, Gilberto apresentou versões diferentes sobre o ocorrido. Em um primeiro momento, afirmou que não percebeu quando Marlene teria pegado a arma e efetuado o disparo, dizendo que estava no quintal, cobrindo uma motocicleta com uma lona.

Depois, declarou que poderia haver resquícios de pólvora em suas mãos, pois teria tentado impedir o disparo. Segundo ele, no momento do tiro, chegou a segurar a mão da vítima. Vizinhos ouvidos pela polícia relataram que as discussões entre o casal eram frequentes e que, em ocasiões anteriores, já haviam escutado gritos e até pedidos de socorro vindos da residência. Ele tem antecedentes por roubo, homicídio e violência doméstica.

Marlene foi uma das pioneiras da Polícia Militar feminina e atuou na CIPMFlo (Companhia Independente de Polícia Militar Florestal), hoje chamada de PMA (Polícia Militar Ambiental). Ela chegou a se aposentar, mas retornou recentemente à ativa, passando a trabalhar no Comando-Geral da Polícia Militar.

A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.