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Abril Azul reforça conscientização sobre o autismo e destaca importância do diagnóstico precoce

Da Redação com assessoria de imprensa em 07 de Abril de 2026

Reprodução

Campanha chama atenção para o TEA, reforçando a importância da informação, identificação precoce dos sinais e inclusão social

O mês de abril é marcado mundialmente por iniciativas de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em referência ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, a data busca ampliar o conhecimento da sociedade sobre a condição, combater o preconceito e incentivar políticas públicas de inclusão e apoio às pessoas autistas e suas famílias.

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada principalmente por diferenças na comunicação e na interação social, além da presença de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Também podem ocorrer alterações na sensibilidade a estímulos como sons, luzes, cheiros e texturas.

Embora ainda não exista uma causa única definida, estudos indicam que o autismo está associado a uma combinação de fatores genéticos e ambientais que influenciam o desenvolvimento cerebral, especialmente nos primeiros anos de vida. Os sinais costumam surgir na infância e podem incluir dificuldade de contato visual, desafios na compreensão de emoções e necessidade de rotinas estruturadas.

De acordo com o psicólogo e orientador educacional Marcelo Freitas, do Brazilian International School (BIS), o autismo se manifesta de formas variadas. “Como se trata de um espectro, essas características variam bastante de pessoa para pessoa. Dependendo do grau de suporte necessário, o autismo pode impactar diferentes aspectos da vida cotidiana, como a aprendizagem, as relações sociais e a autonomia”, afirma.

O diagnóstico é clínico e realizado por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir neuropediatras, neurologistas, psiquiatras infantis, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. A avaliação considera a observação do comportamento da criança em diferentes contextos, além de informações fornecidas por familiares e educadores.

Por se tratar de uma condição permanente — e não de uma doença — o TEA não tem cura. No entanto, especialistas ressaltam que a identificação precoce é fundamental para ampliar as possibilidades de intervenção e promover melhor qualidade de vida.

Formas, níveis e sinais do autismo

O Transtorno do Espectro Autista recebe esse nome justamente por não se manifestar da mesma forma em todas as pessoas. Segundo a diretora pedagógica Teca Antunes, da Escola Bilíngue Aubrick, as características variam em intensidade, forma de apresentação e impacto na vida cotidiana.

O espectro engloba desde quadros mais leves, com linguagem e cognição preservadas, até condições mais complexas, com dificuldades significativas na comunicação e na interação social. Em alguns casos, os sinais aparecem precocemente; em outros, pode haver regressão de habilidades já adquiridas.

Os níveis do TEA são definidos de acordo com a quantidade de suporte que a pessoa necessita no dia a dia. Essa classificação ajuda a compreender melhor as necessidades individuais, que podem variar desde dificuldades mais leves até a necessidade de apoio mais intensivo para atividades cotidianas.

Entre os sinais mais comuns estão dificuldades na comunicação e na interação social, comportamentos repetitivos, apego a rotinas, interesses restritos e alterações sensoriais. Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sinais, e a intensidade pode variar.

Número de diagnósticos cresce com maior informação

O aumento no número de diagnósticos de autismo nos últimos anos tem gerado dúvidas, mas especialistas apontam que isso está mais relacionado ao avanço do conhecimento e à maior disseminação de informações.

Segundo a psicopedagoga Jacqueline Cappellano, da Escola Internacional de Alphaville, hoje há mais acesso a informações por parte de pais, educadores e profissionais de saúde, o que facilita a identificação de sinais que antes passavam despercebidos.

Além disso, a ampliação dos critérios diagnósticos permitiu reconhecer diferentes manifestações do espectro, incluindo casos em adultos que só recebem o diagnóstico mais tarde.

Dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE indicam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros têm diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população. A maior prevalência está entre crianças de 5 a 9 anos, sendo mais comum no sexo masculino.

Escola tem papel importante na identificação e inclusão

A escola é um dos principais ambientes para a identificação de sinais do autismo. Professores e equipes pedagógicas acompanham diariamente o comportamento das crianças e podem perceber diferenças na interação social e na adaptação às rotinas.

Para a diretora pedagógica Lívia Martins, do colégio Progresso Bilíngue, educadores frequentemente estão entre os primeiros a notar sinais que merecem avaliação especializada. “Esse olhar atento é fundamental para orientar as famílias na busca por diagnóstico”, destaca.

Nas últimas décadas, o Brasil avançou na promoção da educação inclusiva, com leis e políticas públicas que garantem o acesso de estudantes com TEA à escola regular, com o suporte necessário.

Especialistas ressaltam que inclusão vai além da matrícula: envolve oferecer condições reais de participação e aprendizagem. Ambientes escolares preparados para a diversidade beneficiam não apenas estudantes autistas, mas toda a comunidade, ao promover empatia, respeito e convivência com diferentes formas de aprender.

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