Campo Grande News em 06 de Abril de 2026
Paulo Francis/CG News

Suspeito sendo conduzido para a delegacia
Conforme apurado no local, o homem, de 50 anos, deu ao menos quatro versões diferentes às equipes policiais. Inicialmente, afirmou que a subtenente pegou um revólver da corporação e tentou tirar a própria vida. Segundo ele, ao tentar impedir, segurou a mão da vítima, momento em que o disparo ocorreu.
A versão passou a ser questionada após relatos de testemunhas. Uma vizinha pulou o muro da residência ao perceber a situação e acionou um policial à paisana, que teria encontrado o suspeito com a arma em mãos. Em outro momento, o homem disse que o revólver estava no chão, o que reforçou as contradições.
Diante das inconsistências, o suspeito foi encaminhado para a delegacia, algemado e com muita comoção pública. O caso é investigado pela Polícia Civil, que não descarta a hipótese de feminicídio.
Ainda conforme apurado pela reportagem, o homem possui antecedentes por roubo, homicídio e violência doméstica. Ele não é policial militar.
Conforme informação dos agentes no local, o casal mantinha relacionamento há cerca de um ano e meio e morava no imóvel, que pertence à vítima, há aproximadamente um ano e quatro meses. Segundo a Polícia Militar, não havia registros anteriores de ocorrências envolvendo os dois.
Vizinhos relataram histórico de brigas frequentes. “Eles brigavam muito, eu escutava ele gritando”, contou uma moradora. Segundo ela, a subtenente era discreta e bem-quista. “Ela nunca fez escândalo, era muito querida”.Outros moradores afirmam que, após o relacionamento, a vítima teria se afastado de amigas. Também há relatos de comportamento agressivo recente por parte do homem. “Esses dias ele estava surtado, chutando o portão”, disse outro vizinho.
Marlene ingressou na Polícia Militar na década de 1990 e integrou uma das primeiras turmas femininas da corporação no Estado.
Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que recebeu a morte com profundo pesar e se solidarizou com familiares, amigos e colegas de farda. A corporação pediu respeito à dor da família e cautela na divulgação de informações não confirmadas, destacando que as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas. O Comando-Geral também informou que equipes foram designadas para prestar suporte aos familiares.
Se o caso for confirmado como feminicídio, será o primeiro registro em Campo Grande e o nono em Mato Grosso do Sul neste ano.
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