Fonte: Agência de Notícias da Secom MS em 17 de Março de 2026
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Alteração de pontos regulatórios do gás natural boliviano foi um dos temas debatidos
Um dos temas debatidos foi a alteração de pontos regulatórios do gás natural boliviano, importado para o Brasil passando por Mato Grosso do Sul, onde corresponde a importante fatia de arrecadação e também é tido como mola propulsora do desenvolvimento industrial do Estado.
Outra questão abordada foi a integração logística de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, o que envolve questões como a Hidrovia do Rio Paraguai e uma conexão entre a Malha Oeste - que deve à leilão pelo Governo Federal até novembro - e já operante no território boliviano Ferroviaria Oriental.
"Foram discussões muito importantes para o Mato Grosso do Sul, como a reformulação da legislação referente ao gás, algo fundamental para que esse setor tenha mais investimentos, beneficiando diretamente o nosso Estado. Conversamos ainda sobre a hidrovia no Rio Paraguai, algo que cabe ao Governo Federal avançar, e a situação da ferrovia Malha Oeste. Lá na Bolívia eles já tem a linha Oriental", explica o governador.
Além dessas discussões, Riedel e as autoridades presentes conversaram sobre os avanços que a interconexão da rede elétrica boliviana à brasileira - alvo do acordo bilateral assinado hoje - podem render para o Brasil e particularmente para o Mato Grosso do Sul, estado onde vai ocorrer a conexão.
"Foi assinado um tratado sobre energia elétrica que para o Mato Grosso do Sul será extremamente importante, pois está garantindo mais suprimento de energia para o país e, consequentemente, para o Estado. Certamente todos esses debates feitos hoje vão chegar a uma consolidação de importantes investimentos e da uma integração econômica e estrutural Mato Grosso do Sul-Brasil-Bolívia", conclui Riedel.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o acordo prevê uma ligação entre a província boliviana de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, ao município de Corumbá. A iniciativa inclui a instalação de uma estação conversora de frequência no lado brasileiro e a construção de linhas de transmissão com capacidade aproximada de 420 megawatts (MW), consolidando a integração das infraestruturas.
O intercâmbio de energia ocorrerá principalmente a partir de excedentes de geração de cada país, sempre preservando o atendimento prioritário das demandas internas. O documento também prevê a possibilidade de trocas emergenciais em situações de contingência nos sistemas elétricos. Cada país será responsável por financiar, construir e operar sua própria infraestrutura.
Além de ocupar boa parte da fronteira com o país vizinho, Mato Grosso do Sul também está em posição geográfica privilegiada, no centro da América do Sul e próximo de grandes centros econômicos e de consumo. Tal situação faz com que o território sul-mato-grossense ganhe maior potencial como referência logística e importante rota para a produção sul-americana ganhar mercados globais, e vice e versa.
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