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Jovem de 18 anos é a 4ª vítima de feminicídio do ano em MS

Campo Grande News em 25 de Fevereiro de 2026

Reprodução

Wellington Patrezi Batista Pereira relatou que discutia com a vítima quando cometeu crime

Beatriz Benevides da Silva, 18 anos foi morta na madrugada desta quarta-feira (25), no bairro Novo Oeste 2, em Três Lagoas, a 323 quilômetros de Campo Grande. O namorado da jovem, Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, procurou o 2º Batalhão da Polícia Militar logo depois e confessou o crime. Este é o 4º feminicídio deste ano, o primeiro na cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência, Wellington chegou ao quartel por volta das 3h55 e relatou aos policiais que havia matado a namorada. Ele foi algemado e permaneceu detido enquanto os militares foram até o endereço indicado.

O crime aconteceu em um apartamento localizado na rua Buriti. No local, os policiais encontraram a vítima já sem sinais vitais. Equipe médica foi acionada e confirmou o óbito.

Ainda conforme o registro policial, o autor confesso relatou que discutia com a jovem quando, segundo ele, ela teria desferido um soco contra seu rosto. Em seguida, ele a enforcou. Após perceber que Beatriz estava morta, entrou em contato com o irmão e decidiu se apresentar à polícia.

A jovem, que era de Corumbá, se mudou recentemente para Três Lagoas onde morava com o pai e o rapaz chegou na cidade há 3 dias para morar com ela. Eles estavam juntos há quase um ano.

A Perícia Científica da Polícia Civil esteve no local para os procedimentos habituais e a equipe da Força Tática isolou o apartamento até a conclusão dos trabalhos. A equipe levou o autor à delegacia e registrou o caso como feminicídio.

Depoimento

Ao delegado Gabriel Sales, o rapaz contou que o casal vivia discutindo por “coisas banais” da casa e do relacionamento. “Ela dizia que eu não fazia nada que prestava, a gente tava sempre discutindo pelas coisas da casa”, afirmou Wellington.

Na terça-feira (24), um trabalhador foi até o apartamento onde os dois estavam morando há três dias e montou o armário comprado pelo casal. No entanto, segundo Wellington, a jovem não teria gostado da montagem e, quando ele foi buscá-la no trabalho, houve uma nova discussão.

“Quando chegamos em casa ela veio falando que não aguentava mais, que já estava cansada e que estava comprando as coisas da casa sozinha. Mas eu ajudei também. Começamos a discutir e foi indo, foi indo”, continuou o rapaz.

Em certo momento da discussão, Beatriz teria então dito para o namorado sair da casa nesta quarta-feira  e a briga escalou ainda mais. “Eu disse para ela que não tinha para onde ir. Tentei pegar a chave dela, ela mordeu meu braço. Falou que era para eu ir embora hoje. Aí voltamos a brigar”, explicou.

Durante a briga, a jovem sentou na cama e então falou outra vez que era para o rapaz deixar a casa onde eles moravam com o pai dela. “Ela voltou a falar que eu não fazia nada, fiquei muito nervoso e enforquei ela com as duas mãos até perder a consciência”, afirmou Wellington.

Em depoimento, ele alegou que assim que viu a namorada morta pensou em tirar a própria vida, mas ligou para o irmão que mora em Corumbá e foi orientado a se entregar à polícia.

“Eu fiquei desesperado, queria até me matar. Mas liguei para o meu irmão, contei e ele falou para eu procurar a polícia. Tentei ligar para o socorro, mas não consegui. Fui na delegacia, mas estava fechada e aí fui até o quartel da PM. Falei para os policiais o que tinha acontecido e depois que eles foram para o apartamento me trouxeram para cá ”, finalizou Wellington relatando ainda que o casal já havia se agredido durante outras discussões.