Rosana Nunes em 12 de Fevereiro de 2026
Divulgação/PMC

Reunião realizada ontem entre Prefeitura e SIMTED
Participaram do encontro a secretária municipal de Educação, Mabel Marinho Sahib Aguilar; o secretário adjunto de Educação, Gilson Pacola; o procurador-geral do Município, Roberto Ajala Lins, além de membros da diretoria do sindicato e da assessoria jurídica da entidade.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, durante a reunião, o Executivo municipal reafirmou a disposição para o diálogo, mas destacou que qualquer decisão deverá respeitar os limites constitucionais, legais e orçamentários que regem a administração pública. Segundo o prefeito, a proposta não pode ser analisada de forma isolada ou sob viés exclusivamente político, sendo necessário estudo técnico aprofundado, especialmente quanto à constitucionalidade e aos impactos financeiros permanentes para o município.
De acordo com dados apresentados pela Secretaria Municipal de Educação, o eventual enquadramento implicaria a extensão integral dos direitos e vantagens da carreira do magistério — como hora-atividade e outros benefícios — com impacto estimado em aproximadamente R$ 1 milhão por mês. A medida também exigiria reestruturação do quadro funcional, com reflexos diretos na sustentabilidade das contas públicas.
O procurador-geral do Município alertou para o risco jurídico envolvido na matéria, sobretudo diante da vedação constitucional ao provimento derivado de cargos públicos. Segundo ele, a adoção de medida sem respaldo legal poderia resultar em nulidade dos atos administrativos e eventual responsabilização dos gestores.
A administração informou que já realizou levantamentos preliminares por meio da Secretaria Municipal de Educação e que somente após a conclusão dos estudos técnicos e jurídicos será possível apresentar posicionamento oficial. Até o momento, não há decisão ou compromisso assumido.
Em nota, a Prefeitura reafirmou reconhecer a importância da valorização dos profissionais da educação, mas destacou que não adotará medidas que contrariem a legislação vigente, comprometam o equilíbrio fiscal ou exponham a gestão a riscos jurídicos. O tema seguirá em análise, com manutenção do diálogo entre as partes, dentro dos parâmetros da legalidade e da responsabilidade fiscal.
Paralisação
O SIMTED convocou para esta quinta e sexta (12 e 13 de fevereiro) paralisação na Reme. Em comunicado aos pais e à população, o sindicato destacou que "os profissionais da educação estão em luta por valorização e pelo cumprimento da lei. Não se trata apenas de salário. Trata-se de reconhecimento, respeito e condições dignas de trabalho".
O movimento chamado "Enquadra Corumbá", defende a Lei nº 15.326 que assegura o enquadramento das profissionais de Apoio Pedagógico no quadro do Magistério Público, reconhecendo que suas atribuições são de natureza pedagógica e integram o processo educacional.
"Não se trata de licenciar essas profissionais como professoras e nem a criação de novo cargo. É o reconhecimento legal de quem já exerce função pedagógica no interior das unidades escolares", afirmou o SIMTED.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que, ao todo, 99 trabalhadores da Reme aderiram à paralisação desta quinta-feira (12), o que corresponde a 4,66% dos servidores ativos da Semed e que as aulas seguem normalmente nas unidades da Reme.
"A Secretaria Municipal de Educação monitora a situação e adota as providências necessárias para assegurar o funcionamento regular das atividades escolares, sem prejuízo aos estudantes", concluiu.
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