Campo Grande News em 04 de Fevereiro de 2026
Divulgação/Polícia Federal

Policial federal durante cumprimento de mandados
Embora já estivessem custodiados, agentes da Polícia Federal foram até presídios de Mato Grosso do Sul para cumprir os mandados judiciais. As cidades não foram divulgadas.
As investigações apontam que a quadrilha atuava de forma organizada e contínua, instalando dispositivos eletrônicos em terminais de autoatendimento para travar cartões das vítimas. Em seguida, os criminosos colavam adesivos com telefones 0800 falsos nas máquinas.
Ao ligar em busca de ajuda, o cliente era direcionado a outro integrante do grupo, que se passava por atendente e obtinha a senha sob o pretexto de resolver a falha. Com o cartão preso no equipamento, a vítima acabava desistindo. Na sequência, os golpistas recolhiam o cartão e, de posse da senha, sacavam ou transferiam todo o saldo disponível.
Na ação de terça, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de veículos pertencentes aos investigados, por determinação judicial. As medidas ocorreram no Distrito Federal, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Federal, diversos integrantes já haviam sido presos em flagrante em ocasiões anteriores, o que reforça a conclusão de que o grupo mantinha vínculo estável e persistia na prática criminosa. Para a PF, a repetição dos delitos evidencia tanto a organização quanto o êxito econômico do esquema.
Os investigados podem responder por associação criminosa, furto qualificado mediante fraude e lavagem de dinheiro, crimes que, somados, podem chegar a até 21 anos de reclusão, sem prejuízo de outras imputações que venham a ser identificadas a partir do avanço da operação.
Segundo a PF, o nome “0800 Linha Cruzada” faz referência à falsa central telefônica criada pelos criminosos: uma “linha cruzada” em que o pedido de socorro da vítima terminava conectado ao próprio golpe.
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