Da Redação em 22 de Novembro de 2025
Divulgação/PMA

Embarcação do projeto deixando o Porto Geral de Corumbá rumo às comunidades ribeirinhas
Realizada entre 11 e 21 de novembro, a expedição é considerada uma das maiores ações socioambientais contínuas do país. Criada em 2016 com apenas uma embarcação, a iniciativa evoluiu para uma operação estruturada, com três barcos do tipo hotel, equipes multidisciplinares, voluntários e policiais ambientais que percorrem o rio Paraguai para atender comunidades ribeirinhas, assentamentos e aldeias indígenas, mesmo em condições climáticas adversas.
“O trabalho representa um instrumento essencial de educação ambiental, aproximação comunitária e valorização do bioma”, afirmou o secretário Jaime Verruck (Semadesc). Segundo ele, a presença do governo na expedição reforça a importância de políticas públicas contínuas que promovam consciência ambiental, respeitem culturas tradicionais e apoiem a sustentabilidade nas áreas mais sensíveis do Pantanal sul-mato-grossense.
A 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Corumbá coordena a logística e a programação pedagógica, com apoio de policiais de outras unidades do 1º Batalhão. Durante os dez dias de trabalho, foram realizados ações de educação ambiental, atendimentos médicos e odontológicos, distribuição de cestas básicas, roupas, kits de higiene e brinquedos, além de orientações sobre manejo responsável dos recursos naturais. Nesta edição, a vacinação antirrábica foi incluída na programação, contribuindo para prevenir zoonoses nas localidades visitadas.A etapa terrestre, entre 11 e 15 de novembro, passou por Porto da Manga, Distrito de Albuquerque e Porto Esperança. Em Albuquerque, um dos momentos mais marcantes foi a entrega de uma cadeira de rodas motorizada ao menino Igor, gesto que simbolizou o caráter humano e comunitário da iniciativa.
A expedição seguiu pelo rio Paraguai, com paradas em Jatobazinho, Paraguai Mirim, São Lourenço e na Aldeia Uberaba — onde funciona a Escola Estadual Indígena que marcou o encerramento da missão no dia 21. Em cada localidade, o Projeto Florestinha realizou atividades lúdicas, teatro de fantoches, palestras e jogos educativos sobre preservação da fauna, uso responsável da água, pesca legal, piracema e prevenção de incêndios florestais.
Em 2025, a expedição reuniu uma extensa rede de parceiros consolidada ao longo da última década: CACTVS, Agraer, Ministério Público do Trabalho, IASB, GPA, ECOA, Chalana Esperança, Unicesumar, voluntários da PMA, União BR, Defesa Civil, SOS Pantanal e Fundação de Meio Ambiente do Pantanal.
Com informações da Semadesc e PMA.
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