Da Redação em 20 de Novembro de 2025
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Principal iniciativa é a criação de um livro autoral, desenvolvido pelos próprios participantes
A principal iniciativa é a criação de um livro autoral, desenvolvido pelos próprios participantes. A proposta envolve a produção de uma narrativa protagonizada por personagens negros, construída a partir de desenhos, colagens e elementos gráficos criados pelas crianças e adolescentes. A capa do livro será inspirada em grafismos africanos e indígenas, ressaltando a riqueza estética dessas culturas.
Após finalizar os personagens e cenários desenhados em folha sulfite, os jovens irão contar oralmente a história criada por eles, reforçando a tradição da narrativa oral e estimulando a criatividade, a expressão artística e o reconhecimento das próprias identidades.
Outra ação em destaque é o estudo da cartilha “Educação Antirracista: História, conceitos e reflexões para enfrentar o racismo na escola”, elaborada de forma coletiva com conteúdo formativo, reflexões e práticas que serão utilizadas em sala de aula e compartilhadas com a comunidade educativa, através do Núcleo de Estudos de Inovação Social da Fronteira - NEISF e Observatório de Inovação Social da Fronteira - OBISFRON. O material busca estimular debates sobre igualdade racial, respeito e a valorização das heranças culturais afro-brasileiras.
Além da leitura de obras paradidáticas de escritores negros, exibições de filmes e séries, envolvendo a temática. Proporcionando rodas de conversas e discussões sobre a construção da nossa sociedade, o racismo estrutural e práticas de tentativas de superação do mesmo.
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Capa do livro será inspirada em grafismos africanos e indígenas
Ela completa: “neste mês intensificam-se os debates, rodas de conversa e oficinas que reforçam a centralidade da cultura negra em nossa história e no presente. A narrativa oral, por exemplo, ganha papel fundamental: ao compartilhar histórias, lendas e vivências de pessoas negras, fortalecemos laços afetivos e resgatamos memórias muitas vezes invisibilizadas. Essa troca oral não é apenas resgate — é afirmação. Utilizamos a cartilha antirracista como ferramenta estruturante para provocar reflexões profundas, orientar comportamentos e garantir que todos, alunos e educadores, participem do compromisso antirracista. Ela oferece um espaço seguro para diálogo, para aprender a identificar e desconstruir preconceitos, e para cultivar atitudes de solidariedade e ação”.
O Moinho Cultural também promoveu a exibição do vídeo-educativo “Vista a Minha Pele”, que convida cada participante a experimentar, ainda que simbolicamente, a vivência da negritude, provocando empatia, autoconhecimento e respeito, além da série “O Mundo de Karma”, que permite adentrar um universo narrativo rico, onde questões de identidade, discriminação e pertença são dramatizadas com leveza e profundidade, estimulando empatia entre os estudantes e abrindo caminhos para conversas transformadoras.
Ao fim do mês, durante o Seminário do Pontão de Cultura Moinho Cultural – Unindo os Pontos, haverá uma mesa de debates com o tema Antirracismo, trazendo especialistas para comentar sobre a temática, ao lado da professora Karina Caetano, do IMC.
“Trabalhar consciência negra é muito mais do que uma data no calendário. É garantir que nossas crianças se vejam, se escutem e se reconheçam como parte fundamental da nossa história. Essas produções são ferramentas para fortalecer identidades e formar cidadãos mais críticos, sensíveis e preparados para transformar o mundo ao seu redor”, disse a diretora executiva do Moinho Cultural, Mônica Macedo.
Com informações da assessoria de imprensa.
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