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Menina vítima de acidente de ônibus passa por cirurgia; quadro é estável, mas ainda grave

Ricardo Albertoni e Rosana Nunes em 15 de Junho de 2025

Reprodução

Momento em que uma força-tarefa, com todo o cuidado, coloca a menina no helicóptero

A menina de 6 anos que ficou gravemente ferida no acidente ocorrido na manhã deste domingo (15) foi operada e permanece em observação no Centro Cirúrgico da Santa Casa de Corumbá. 

O Diário Corumbaense apurou que o quadro clínico é estável, porém delicado e grave. Uma UTI aérea para transferência para Campo Grande é aguardada para esta noite. 

A menina foi resgatada por equipes do Corpo de Bombeiros Militar, do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), da empresa privada WR Remoções, e transportada por uma aeronave da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

À reportagem, representantes da empresa WR Remoções informaram que recentemente participaram de um treinamento conjunto com o Samu, o Corpo de Bombeiros Militar e alunos de Medicina da Unicesumar, voltado ao atendimento múltiplas vítimas. 

WR Remoções

Várias equipes se mobilizaram no resgate às vítimas

A empresa se colocou à disposição para auxiliar nos atendimentos, deslocando uma equipe que atuou junto com os Bombeiros e o Samu no resgate da criança, além de dar suporte técnico de internet para a comunicação e equipamentos. Na região onde ocorreu o acidente, próximo ao Buraco das Piranhas, na BR-262, uma região com sinal instável de internet e telefonia.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que a menina foi levada para atendimento médico na própria poltrona onde estava no ônibus, junto com parte da estrutura metálica que a feriu. A decisão foi tomada devido à gravidade da lesão e aos riscos envolvidos na remoção.

Ao Diário Corumbaense, um militar do Corpo de Bombeiros explicou que a técnica utilizada é chamada de "extricação veicular" — um procedimento de retirada de vítimas de locais onde não conseguem sair por meios próprios, seja por estarem presas, incapacidades ou em risco. O termo é amplamente utilizado em operações de resgate veicular, combate a incêndios e atendimento pré-hospitalar.

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