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Brigada Alto Pantanal reforça ações de prevenção contra o fogo na Serra do Amolar

Da Redação com assessoria de imprensa em 19 de Julho de 2022

Divulgação/IHP

Árvores secas e galhos são retirados das estradas e trilhas

A Brigada Alto Pantanal tem usado os dias que antecedem o início do período crítico, que normalmente acontece nos meses de agosto e setembro, de incêndios na região pantaneira para manutenção dos aceiros, linhas de acesso e rotas de fuga para a fauna.

O trabalho permanente da Brigada é fundamental para ações preventivas que asseguram acesso e controle numa situação de fogo na Serra do Amolar, uma das áreas mais protegidas do Pantanal. Árvores secas e galhos são retirados das estradas e trilhas para não servirem como condutores das chamas, de um lado para o outro, por exemplo.

“A brigada tem feito um trabalho permanente de ações preventivas, com instalação de aceiros, equipamentos, identificação de caminhos. A parte de prevenção é fundamental, porque grande parte dos focos de incêndio normalmente começa com uso inadequado do fogo para outros fins, o que acaba provocando queimadas em grande escala, especialmente no mês de agosto quando a intensidade do vento aumenta muito”, afirma o presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), Ângelo Rabelo.

Rabelo explica que a atuação permanente da Brigada Alto Pantanal tem rendido frutos. Em 2020, 98% das áreas protegidas na Serra do Amolar foram queimadas. No ano passado, já com a atuação constante dos brigadistas, caiu para 7%. A chegada do inverno preocupa e, por isso, as ações têm sido intensificadas. Dependendo da intensidade do frio e se houver geada, a vegetação fica queimada, o que se torna condição favorável para a propagação do fogo.

“Temos fogo na região de janeiro a dezembro. Por isso, não é possível desmobilizar a brigada. A atuação preventiva permanente é fundamental para a preservação do bioma. É fundamental o apoio da sociedade, no sentido de investir de maneira solidária nas iniciativas preventivas, como a Brigada Alto Pantanal”, explica Rabelo.

Além das conversas com a comunidade e manutenção da área, os brigadistas também auxiliaram nos projetos de recuperação de áreas degradadas, atingidas pelos incêndios, e têm contribuído com o monitoramento de fauna, assegurando dados importantes para a gestão das áreas protegidas na Serra do Amolar.

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