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Morre menino vítima de estupro coletivo na Bolívia; mãe pede Justiça

Leonardo Cabral em 12 de Junho de 2022

Unitel/ Ívan Najaya

Menino é velado em sua casa, na cidade de Yapacaní

O menino de 11 anos, vítima de estupro coletivo, não resistiu a complicações de doença que contraiu após ter sido abusado várias vezes por mais de um ano, e morreu no sábado (11). Os acusados são quatro irmãos, que viviam em frente à casa da vítima, no município de Yapacaní, na Bolívia.

O corpo do menor, que foi ameaçado caso contasse os estupros, é velado na casa da família e deve ser sepultado nesta segunda-feira (13), onde vizinhos e parentes pedem justiça, exigindo das autoridades que esclareçam o caso e prendam todos os envolvidos nos abusos.

Os acusados são quatro irmãos. Um é menor de idade, está foragido no Chile, enquanto outro está em um centro de menores e um adulto foi enviado para Chonchocoro, na cidade de La Paz, depois de se livrar de ser linchado pelos moradores. Ele chegou a ser colocado nu em praça pública.

O quarto acusado, morreu há algum tempo devido a uma doença grave na prisão de Palmasola, onde estava devido a outra denúncia de estupro de menor. Após a morte do menino de 11 anos, os irmãos acusados ​​serão processados ​​por infanticídio.

"Tem que haver justiça"

“Eu quero justiça. Que investiguem profundamente (…) Tem que haver justiça, não vai acontecer (ficar) assim. Meu filho vai embora para sempre e eles vão rir (...) Mesmo que me matem, não vou ficar calada; onde quer que eu vá, vou falar”, desabafou a mãe do menino, dona Bertha.

El Deber

Dona Bertha clama por Justiça: "mesmo que me matem não vou ficar calada"

Ela chora, soluça, às vezes interrompe sua história e lembra que no dia 26 de maio seu filho lhe pediu para tirá-lo do hospital. Seu objetivo era comprar um presente para ela e comemorar o Dia das Mães com os irmãos. Naquela sexta-feira, 27, ele realizou seu desejo e celebrou sua mãe com flores, doces e chocolates. No entanto, na segunda-feira seguinte, ele foi hospitalizado novamente, pois sua saúde não havia melhorado. 

Naquela segunda-feira, o menino finalmente teve a conversa, que havia adiado por meses, com a mãe. Pela primeira vez ele compartilhou com ela o drama que vivera e que guardara para si, bem como o medo que o invadia devido às ameaças que recebera de seus agressores, de agredir a ele e a seus familiares, mas ele contou as atrocidades que havia vivido. No domingo seguinte, 05 de junho, foi mandado para Santa Cruz; no dia 07, completou 11 anos, mas ontem, não resistiu ao grave quadro de saúde causado pelos estupros. 

Com informações Unitel e El Deber.

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