PUBLICIDADE

Mulher que enterrou a filha viva pega 39 anos de prisão

Campo Grande News em 13 de Janeiro de 2022

Reprodução

Emileide Magalhães durante depoimento ao juiz Rodrigo Pedrini Marcos

Por unanimidade, os jurados do Tribunal do Júri de Três Lagoas condenaram a cabeleireira Emileide Magalhães pelo assassinato da própria filha, Gabrielly Magalhães de Souza, de 10 anos. Na quarta-feira (12), a mulher de 31 anos foi sentenciada a uma pena de 39 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão.

O crime aconteceu no dia 21 de março, em Brasilândia, distante 366 quilômetros de Campo Grande. A grande repercussão do caso no município de 11 mil habitantes fez com que o julgamento de Emileide fosse transferido para Três Lagoas.

A mulher confessou ter passado um fio no pescoço da filha e logo em seguida enterrado ela em um buraco justamente por achar que estava morta. Alegou que a menina caiu na cova “sem querer” e a deixou ali. Gabrielly, no entanto, ainda estava viva quando foi soterrada pela mãe e, conforme a perícia, morreu asfixiada.

A versão de Emileide, no entanto, não convenceu os jurados. Nem a tentativa da defesa em excluir as qualificadoras do crime ou a ocultação de cadáver – pois a menina estava viva quando foi enterrada – foram consideradas.

A mulher foi condenada por homicídio com quatro qualificadoras: por motivo torpe, por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e também para assegurar a impunidade de outro crime, já que teria assassinado a filha depois que ela contou ser estuprada pelo padrasto.

Além disso, foi considerada culpada no crime de corrupção de menores, por forçar o filho mais velho a ajudar na morte da irmã, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime, isso porque no dia seguinte procurou a polícia para “denunciar” o desaparecimento da menina. Somadas, as penas chegaram a 39 anos, oito meses e 4 dias de reclusão. Da sentença final, 35 anos são apenas pelo homicídio.

Inicialmente a pena definida pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos foi definida no regime fechado. Emileide está no presídio feminino de Corumbá e deve continuar na unidade. Diante da gravidade do caso, ela não ganhou direito de recorrer em liberdade.

PUBLICIDADE