Por: Da Redação em 11 de Julho de 2012
A comunidade de Forte Coimbra celebra no dia 16 de julho, próxima segunda-feira, o Dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do forte. A festa, no entanto, será aberta no sábado (14), com apresentações culturais e show musical. O evento está a cargo do comando da 3ª Companhia de Fronteira Porto Carrero, em parceria com a Prefeitura de Corumbá, por meio da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal.
A programação prevê três dias de muitas atividades, com shows musicais, dança, missa, procissões terrestre e fluvial, entre outras. Estão confirmadas as presenças da Banda Municipal de Música Manoel Florêncio, da Oficina de Dança do Pantanal, do conjunto Os Tradicionais, do cantor Marinho Azevedo, entre outros.
Divulgação

Procissão terrestre será às 10h do dia 16 de julho
Para o dia 16 a programação prevê para 06 horas, Alvorada Festiva com a Banda Manoel Florêncio; Café da Manhã Comunitário às 07 horas; Missa às 08 horas; Procissão Terrestre às 10 horas com percurso Igreja, Forte e Quartel; Procissão Fluvial às 11h30; às 12h30, Solenidade de entrega da imagem de Nossa Senhora do Carmo às autoridades; 13 horas, almoço com show musical; 14h30, bingo; 18 horas, show musical; 19 horas, apresentação da Oficina de Dança; 20 horas, show musical, e às 22h30, encerramento da festa.
Milagres
O Dia de Nossa Senhora do Carmo é celebrado com muita fé pela comunidade local. Creditam-se à santa, milagres durante batalhas ocorridas contra espanhóis e paraguaios, em 1801 e 1864. Conta a história, que Nossa Senhora do Carmo livrou a guarnição militar do forte (110 homens, cinco canoas e três canhões) de um massacre no dia 17 de setembro de 1801, quando um exército espanhol (600 homens, navios e 30 canhões) tinha ordem de ocupar o lugar na disputa pelo território com Portugal.
Após nove dias de batalha, os espanhóis venceram, mas se retiraram do local ao verem a imagem da santa na entrada do forte. Desde então, a imagem passou a ser reverenciada pela população local, que acredita em milagres.
A segunda manifestação ocorreu durante a Guerra do Paraguai. No dia 28 de dezembro de 1864, tropa paraguaia com 3,2 mil homens, 41 canhões, 11 navios e farta munição cercou o forte. Os brasileiros (149 homens) resistiram até o segundo dia, quando um soldado exibiu a imagem da santa e os inimigos suspenderam o fogo, permitindo a fuga dos sobreviventes.
A mesma imagem, trazida pelo construtor e depois comandante do forte, Ricardo Franco, encontra-se na capela da vila, onde recebe as honras militares. As joias, fotos, dinheiro e condecorações junto a seu manto representam graças recebidas.
Na festa do dia 16, a imagem é carregada por uma guarda real com vestimentas de gala da época do Império durante a procissão, que segue da capela para a vila militar e termina no rio Paraguai. A fortificação foi construída em 1775 e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) 200 anos depois. Com informações da Assessoria de Comunicação Institucional.
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