Corumbá, 24 de Maio de 2013
Política

Conversas telefônicas foram mal interpretadas, diz vereador

Por: André Navarro em 15 de Junho de 2012

"Eu sempre conversei com pessoas de Corumbá quando estou em Campo Grande e continuarei conversando, assim como tento mediar algumas questões dos munícipes com o poder público. Sou vereador e esse é o meu papel". A afirmação foi feita pelo vereador João Bosco Silva e Souza ao se defender das acusações que vem sofrendo em razão das escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Decoada e divulgadas pela TV Morena.

Em uma das escutas um contador da Prefeitura dizia a Bosco que "um já tá na conta, né? Agora o outro ele falou que vai fazer ainda hoje pra mim. Tinha que ter dois nomes. Aí eu estou esperando o Daniel terminar de fazer os pagamentos pra mim fazer. Pode ficar tranquilo". A respeito desse assunto o vereador justificou que: "As pessoas normalmente nos procuram quando estão com algum tipo de problema, professores, por exemplo, com problema de pagamento, de adicionais. E quando a gente é questionado, entramos em contato com os setores competentes. Seja com o contador, nos Recursos Humanos, na própria Educação e eu entendo isso como algo extremamente normal e é minha função como vereador atender aos munícipes, aqueles que nos questionam sobre determinadas situações dentro da Prefeitura", esclareceu.

Anderson Gallo/Diário Online

"Não devo nada pra ninguém, não tenho nada a temer, não cometi ato ilícito nenhum", disse Bosco

O vereador João Bosco Silva e Souza disse desconhecer qualquer tipo de esquema de repasse de dinheiro da Prefeitura para os vereadores. "Eu não tenho ciência disso. Jamais aconteceu que eu soubesse desse tipo de ocorrência. Não participei de nada disso e acredito que essa possa ser a interpretação decorrente das ligações, não sei, a Polícia Federal vai investigar, mas não sei de ninguém dentro da Câmara que participe disso".

Bosco pôs à disposição da Polícia Federal a quebra de seu sigilo bancário e fiscal e disse: "Não devo nada pra ninguém, não tenho nada a temer, não cometi ato ilícito nenhum, as minhas contas quando fui secretário de Assistência Social e Promoção da Cidadania foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, então não tenho nada a temer. Quero que a polícia, que a justiça investiguem e façam realmente aquilo que deve ser feito para inocentar aqueles que merecem ser inocentados e, aqueles que têm culpa, que têm algum problema que respondam por ele".

Em outra conversa telefônica gravada pela Polícia Federal entre o vereador e o secretário de Finanças Daniel Costa, que está afastado do cargo por determinação judicial, Bosco ensina a Daniel como chegar ao local onde ele está. "A minha relação com o secretário Daniel vem desde o ano de 2003 quando das prévias do PT aqui em Corumbá. Foi lá que eu o conheci; depois na campanha do Ruiter, em 2004. Depois, como secretário de Assistência Social fui colega dele de secretaria dois anos e mais um ano como secretário de Promoção da Cidadania. Nós trabalhamos sempre juntos, é uma pessoa com a qual eu sempre me relacionei muito bem", explicou João Bosco. Ele ainda disse que parte de seus encontros com Daniel em Campo Grande representa relação de amizade e outra parte, relação institucional Câmara/Prefeitura.

Outro fator que justificaria sua proximidade com Daniel, segundo o vereador é que ele foi líder do governo na Câmara e hoje é vice-líder. "Evidentemente que eu preciso fazer contato, não só com o secretário Daniel, mas com muitos outros secretários da pasta do Ruiter, ao longo desses quatro anos eu já me encontrei várias vezes em Campo Grande com o professor Hélio de Lima, secretário de Educação. Já estive na casa dele, já fui em aniversário na casa dele, e evidentemente eu também já me encontrei com o secretário Daniel. Uma questão que me aflige bastante é o fato de não ter conhecimento na área financeira e quando temos que aprovar leis, como por exemplo a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), a gente precisa ter entendimento e não só eu, mas a maioria dos vereadores, de forma que eu precisava fazer contato com ele, precisava fazer questionamentos a ele. Eu sempre fiz o meu papel, exerci o meu papel e é isso que me fez manter esses contatos", conclui o vereador João Bosco Silva e Souza.

 

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O meu comentário na verdade é um questionamento: Qual é a real função de um vereador, e mais esse fatos que ocorreram, poderiam ter sido evitados pelos nossos vereadores? No mais conheço o professor Bosco, e espero que a verdade apareça, e que os culpados sejam punidos, conforme a lei, para que futuros representantes dos interesses do povo, não venham se aventurar nas próximas eleições, sou corumbaense, amo minha cidade e espero que esse sentimento se faça presente na vida de todos que vivem nessa terra amada !!!!!!!

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