Por: Lívia Gaertner em 09 de Junho de 2012
A empresa indiana Jindal Steel & Power Limited (JSPL) enviou uma carta para rescindir o contrato de risco compartilhado para a exploração de ferro e outros minerais da morraria de Mutún, na Bolívia. A medida já havia sido anunciada em maio, depois que a empresa foi multada pela segunda vez em dois anos por suposta falta de cumprimento do acordo bilateral.
As informações estão na edição do jornal El Deber, deste sábado, 09 de junho. Segundo o impresso boliviano, o ministro da Mineração, Mario Virreira, confirmou a existência da carta para veículos de comunicação da Bolívia, mas disse não ter tomado conhecimento detalhado de seu teor. Ele afirmou que, somente na próxima semana, é que irá se pronunciará sobre o assunto.
El Deber

Jazida de Mutún é considerada uma das maiores do mundo
Calcula-se que Mutún, tenha cerca de 40.000 milhões de toneladas de minerais diversos, principalmente ferro. A Jindal firmou em 2007 contratos para explorar a metade desse potencial e montar uma siderúrgica na região.
O Governo de Evo Morales insiste que a Jindal não fez os investimentos prometidos, que em 2012, deveriam somar 600 milhões de dólares. A empresa indiana rebate e diz que seus investimentos superam esse montante denunciando ainda, por sua vez, a falta de cumprimento das responsabilidades assumidas pelo Governo", entre elas, a entrega de terras para operação, o fornecimento de gás para o complexo siderúrgico e a ausência de desenvolvimento de infraestruturas para acesso à jazida.
No último mês de maio, a empresa anunciou em um comunicado que estava "avaliando a realização do que foi acordado para considerar sua continuidade na Bolívia". O comunicado foi uma resposta ao anúncio do ministro Virreira sobre a cobrança da uma segunda parcela de garantia bancária da empresa calculada em 18 milhões de dólares.
O Governo Boliviano já havia cobrado, em 2010, a primeira garantia bancária, também de 18 milhões de dólares, acusando a Jindal de atraso em seus investimentos para a exploração de Mutún, o que gerou um conflito judicial entre as partes, ainda sem solução.
A empresa indiana classificou de "surpreendente" a segunda cobrança, alegando que dias antes, as autoridades bolivianas teriam expressado a intenção de ampliar a validade da garantia por 90 dias, tempo no qual se iriam ajustar alguns detalhes do projeto.
"Se o projeto de Mutún fracassar, este será um fracasso diretamente ligado ao presidente Evo Morales, que já foi cinco ou sete vezes à província (Germán Busch), que faz fronteira com Corumbá, inaugurar o projeto. Depois de seis anos, quem está mal somos nós, é o país", comentou o deputado Luis Felipe Dorado, que pertence à oposição.
Enviar notícia |
Imprimir |
Espalhe
|
Entre em contato
:
Não tem garantia, é só ver o que aconteceu com a Petrobrás, com a Repsol, MMX e outras que arriscaram investir naquele País. Exige muito e ofereçe pouco.
Bolívia adia negociação com trabalhadores à espera do fim de paralisações
Ministro boliviano diz que movimentos sociais querem derrubar Governo
Trabalhadores bolivianos fecham a fronteira em luta por aposentadoria integral
Equipe de jornal boliviano faz reportagem na fronteira com o Brasil
Segurança na fronteira é tema de reunião entre autoridades do Brasil e Bolívia
Brasil e Bolívia: a fronteira mais ativa do corredor bioceânico
Bolívia anuncia entrega de segunda remessa de carros sem documento para o Brasil
Com apoio da PF do Brasil, preso na Bolívia grupo ligado ao PCC
Prefeituras de Corumbá e Puerto Suárez fecham acordo de cooperação mútua
Receita Federal aguarda novo lote de veículos repatriados da Bolívia
Ministro estima que quatro mil veículos ainda estão em território boliviano
Carros e motos roubados retornam ao Brasil por meio de acordo internacional
Fronteira Brasil-Bolívia é tema de reunião entre prefeito e embaixador
Bolívia começa a devolver ao Brasil carros roubados
Mais de 500 carros devem ser devolvidos ao Brasil em ato na fronteira esta semana