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Definições na política de MS

Da Redação em 01 de Dezembro de 2017

Pelo menos dois partidos vão definir seus novos diretórios neste fim de semana. Nesta sexta feira (1º), o Partido Democrático Trabalhista (PDT) elege sua nova Direção Executiva Estadual e, da mesma forma, amanhã, sábado (02) será a vez do PMDB. As duas siglas estão se fortalecendo para disputar as eleições do ano que vem em busca de vagas na Assembleia Legislativa, na Câmara e no Senado Federal e, em especial, estão de olho no governo do Estado, hoje comandado por Reinaldo Azambuja (PSDB), que deve tentar a reeleição.

No PDT 

O atual presidente é o deputado federal Dagoberto Nogueira. O diretório do partido foi eleito no dia 11 de novembro quando a sigla também acolheu o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, virtual candidato ao governo e o ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi, imigrante do PT, partido no qual trilhou praticamente toda a sua carreira política. 

No PMDB

Tudo indica que o nome do ex-governador André Puccinelli será mantido tanto para chefiar o partido quanto para se candidatar ao governo. A prisão dele recentemente, sob acusação de corrupção, ao que parece, não abalou as bases sólidas que Puccinelli construiu no PMDB. 

O PSDB

Assiste de camarote as movimentações dos adversários. Elegeu o deputado estadual Beto Pereira presidente do partido, confirmou Reinaldo Azambuja para reeleição, está buscando apoio em todo o Estado, inclusive procurando filiar o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunues (PTB), para engrossar suas fileiras, e tem a vantagem de estar comandando a máquina administrativa. Pode-se dizer que os tucanos ainda estão voando em céu de brigadeiro. 

Verba para o carnaval

Está dando o maior caô o fato de a prefeitura direcionar mais de R$ 3 milhões em verbas para o carnaval, sendo R$ 900 mil para as escolas de samba, blocos oficiais e cordões. A oposição já começou com aquela velha ladainha de que o dinheiro poderia ser investido na saúde, na educação, que pra festa tem dinheiro e pra outras coisas mais importantes não. 

Detalhe

Já pensou se o prefeito resolve dizer que não vai ter verba pública para o carnaval? Aí sim seria um Deus nos acuda, um trololó maior ainda. É aquele negócio, não dá para agradar a gregos e troianos e muito menos a todos de uma só vez, ainda mais quando tem correntes políticas remando contra a maré, sem contar parte da imprensa insatisfeita. 

O que tem que entender

É que, por razões constitucionais, os Executivos, sejam eles o federal, os estaduais ou os municipais, têm por obrigação fazer um orçamento e enviá-lo ao legislativo todo fim de ano para ser aprovado. Esse orçamento divide o dinheiro do ano posterior, entre as várias áreas da administração, de forma que se contemplem todos os setores e que não haja privilégios além dos já previstos em lei. 

Para se ter uma ideia

O carnaval está na pasta da Cultura, cujo orçamento total em 2017 foi de R$ 10 milhões. A Saúde teve orçamento de R$ 100 milhões, a Infraestrutura também. Tirar 1, 2 ou 3 milhões do carnaval para repassar para a Saúde, pra começar não refrescaria nada, e além disso poderia criar outro grande problema.

Gera emprego e renda

Isso é fato. O Carnaval é a possibilidade de ganho para muita gente, desde o pessoal que trabalha nos barracões das entidades carnavalescas até restaurantes e hotéis que veem o faturamento crescer com a festa. Por isso mesmo, também seria bom que a iniciativa privada abrisse os cofres e patrocinasse a folia de momo. Todo mundo sai ganhando.

(*) Detalhe é uma coluna de opinião do Diário Corumbaense que aborda os mais variados assuntos.