Corumbá, 10 de Setembro de 2010 Direção Geral: Rosana Nunes MTB 064/MS
No dicionário, cupincha quer dizer protegido de político. Mas no português popular, é um termo mais pejorativo ainda, que pode significar puxa-saco, capacho e outras coisas mais. Não se usa cupincha popularmente para afilhado.
Não se sabe ao certo o que quis dizer o governador quando mandou os seus próprios cupinchas, distribuírem casas populares aos cupinchas deles. O que se sabe é que soou mal e, pior, mostrou que não há seriedade no trato com a coisa pública, com os critérios de seleção daqueles que precisam necessariamente de uma casa para morar com a família.
Em Corumbá, milhares de pessoas fizeram inscrições para receber as casas que o governador está construindo, em área antes destinada para investimentos industriais e depois retomada por ele. Todas elas, crédulas de que existirá realmente uma forma honesta e leal de se fazer a seleção das mil e duzentas unidades.
Ninguém mais sabe o que irá acontecer realmente. Puccinelli foi flagrado dizendo aos vereadores de um município sul-mato-grossense, que eles poderiam dar casas para os cupinchas também. “Cupincha pode”, disse ele em alto e bom som.
Ontem uma senhora passou mal durante um assalto na feira livre. Ela e sua filha tiveram um revólver apontado para o rosto e, por pouco, não perderam o carro para os ladrões. Tá desse jeito, de manhã, em pleno dia, em plena feira, em qualquer lugar. E a polícia hein?
Anda meio salgada a coisa por lá. Os preços não estão nada convidativos e os comerciantes alegam que têm comprado tudo de fora, por isso está mais caro. Muita gente tem ido à feira só para dar uma voltinha e reencontrar os amigos, se bem que nesta época de campanha, está meio congestionado o movimento.
Com as restrições da Justiça eleitoral, candidato tem que ser criativo, e parece que a criatividade passa pelas passeatas e carreatas. Agora não pode mais dar camiseta, boné, chaveiro. Mas, olha, que tem gente dando muita coisa por baixo do pano, isso tem.